Alemã Katrin Krabbe, do doping ao voluntariado em hospital de doentes terminais

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Uma das melhores sprinters mundiais que foi apanhada na malha do doping em 1992

Katrin Krabbe foi uma das grandes sprinters dos últimos anos da República Democrática da Alemanha. Esteve nos Jogos Olímpicos de Seul’88 e venceu os 100, 200 e 4×100 metros no Europeu de Split’91, na última presença da RDA em competições internacionais.

A alemã passou depois a representar a Alemanha unificada como símbolo da integração e da pujança do novo país. Fez frente a grandes nomes da velocidade feminina como Qwen Torrence, Merlene Ottey e Irina Privalova. No Mundial de Tóquio’91, conquistou os títulos mundiais dos 100 e 200 metros e foi bronze nas estafetas de 4x100m e 4x400m.

Mas em Janeiro de 1992, Krabbe protagonizou um dos primeiros grandes escândalos mundiais. Num controlo antidoping feito a ela, Grit Breuer e Silke Moller, foi descoberto que a urina das três atletas, era idêntica!

Já em Julho anterior, num outro controlo feito antes dos Mundiais de Tóquio, a urina de Krabbe e Breuer havia coincidido. Então, fez-se vista grossa mas o mesmo não aconteceu em Janeiro. As atletas apanharam uma suspensão de quatro anos e Krabbe terminou a sua carreira. A Nike também suspendeu o patrocínio com ela.

Krabbe entrou então no anonimato até 2015, quando o seu marido se suicidou. Mais recentemente, o jornal desportivo italiano “Gazetta Dello Sport” descobriu que Krabbe, agora com 47 anos, trabalha como voluntária num hospital para doentes terminais, en Neobrandenburg, arredores de Berlim.

 

 

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