Clube Desportivo Feirense | Aposta na formação pelo futuro

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Fundado em 1918, tem 4.235 sócios. Rodrigo Abelha é o presidente do clube e Carlos Manuel Silva o responsável da Secção de atletismo que tem cinco anos de existência e movimenta 106 atletas. Recebeu em 1996 a medalha de Mérito Desportivo pelo Secretário de Estado do Desporto.

  • Concelho: Santa Maria da Feira
  • Ano fundação: 1918
  • Presidente: Rodrigo Nunes da Silva Abelha
  • Sócios: 4.235
  • Atletas: 106, dos quais 88 federados
  • Técnicos: 2

O Clube Desportivo Feirense teve a sua origem na Associação Desportiva Feirense, fundada em 18 de Março de 1918 por um grupo de quatro feirenses com o objetivo da prática do futebol. O clube foi redenominado para Clube Desportivo Feirense, no final dos anos 20.

Rodrigo Nunes da Silva Abelha é o presidente deste clube que tem 4.235 sócios que pagam quotas entre um e dez euros mensais. Em 1996, foi atribuído ao CD Feirense a medalha de mérito desportivo pelo Secretário de Estado do Desporto.

Quase mil praticantes

O CD Feirense é mais conhecido a nível nacional pelo futebol mas tem neste momento oito secções em funcionamento: Andebol, Atletismo, Futebol, Cicloturismo, Ginástica, Judo, Natação e Taekwondo que envolvem 935 praticantes.

A Secção de Atletismo foi fundada em Agosto de 2011. Carlos Manuel Silva é o responsável da Secção que movimenta 106 atletas (39 femininas), dos quais 88 são federados. A grande aposta passa pela formação, na ordem dos 80%.

Os atletas participam em provas de pista, estrada e montanha e tem seis maratonistas.Tem dois treinadores, o próprio responsável da Secção, Carlos Silva e Susana Marques.

Falta de condições para treinar

A Secção vive com naturais dificuldades financeiras pois não tem quaisquer apoios estatais e o que tem de algumas empresas, é insuficiente. O envolvimento dos pais tem sido importante para equilibrar a balança.

Os apoios dados aoMeia_maratona06s atletas passam pelas inscrições, filiações, seguro e transporte quando disponível.

Inquirido acerca das principais dificuldade encontradas na prática da modalidade, Carlos Silva referiu-nos a falta de apoios e de condições de treino, pois os atletas treinam na estrada. A pista mais próxima está situada a 35 km e não existem condições nem transportes para fazer deslocar os atletas.

“Somos um grupo bastante unido e que acaba sempre por conseguir arranjar soluções em conjunto”

A Secção organizou em Dezembro último a primeira edição da São Silvestre de Santa Maria da Feira que movimentou cerca de 1.100 participantes.

Atletas e treinador em destaque

Carlos Silva mostra-se satisfeito com os seus atletas. “Temos os melhores atletas do mundo se pensarmos no espirito de grupo, empenho e entreajuda…”. Refere-nos dois atletas que mais se têm evidenciado, Luís Oliveira, atleta juvenil que foi este ano vice-campeão nacional nos 3000 metros em pista coberta e vice-campeão nacional também nos 3000 metros ao Ar Livre no Nacional de

Juniores e Cátia Coelho que foi oitava no Nacional de Corta Mato Júnior e quinta no Nacional de Juniores ao Ar Livre nos 800 metros.

Mas Carlos Silva também merece ser destacado pelo seu trabalho como treinador.

A Federação Portuguesa de Atletismo homenageou-o na “Gala dos Mestres e Campeões”, que se realizou no dia 2 de Abril, na Expocentro em Pombal.

“Temos os melhores atletas do mundo se pensarmos no espirito de grupo, empenho e entreajuda…”

Estórias…

Terminar ao pé-coxinho

Carlos Silva tem muitas estórias para contar. “Somos um grupo tão grande e com tantas histórias que marcam… Mas de todas estas vivências, há duas que se distinguem pela sua genuinidade”.

A primeira foi no primeiro corta-mato em que participou o Bernardo, quando ainda era benjamim. “Chovia imenso, havia lama por todo o lado e o Bernardo dizia que não ia correr porque não queria molhar os pés. Depois de o conseguir convencer a ir, fiquei bastante surpreendido quando o vi a chegar à meta ao pé-coxinho porque tinha perdido a sapatilha e não queria molhar nem sujar o pé que vinha descalço. Foi impossível não soltar uma gargalhada”.

Quando o treinador dá “seca”

A outra estória passou-se num convívio do clube. “Como é habitual, eu como treinador, estava a fazer um discurso sobre a nova época e sobre o trabalho a desenvolver. A certa altura o Guilherme, com seis anos, disse que se devia acabar o discurso porque eu lhe estava a dar ‘seca’ e sono e que queria ir comer…

Ninguém conseguiu conter o riso. Dei o discurso por terminado e fomos todos comer com o Guilherme”

Mudanças necessárias

A terminar, Carlos Silva falou-nos das mudanças necessárias no funcionamento da Secção. “Apesar de todas as dificuldades com que nos vamos deparando, somos um grupo bastante unido e que acaba sempre por conseguir arranjar soluções em conjunto. No entanto, há várias mudanças que seriam promissoras para o clube, nomeadamente no que diz respeito ao apoio dado à Secção.

Apoio não só financeiro mas também estrutural, nomeadamente a construção de uma pista que seria extremamente benéfico não só para os atletas do Clube Desportivo Feirense mas também para atletas de outros clubes”.

 

 

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