“Corra com a asma” levou centenas de pessoas ao Parque das Nações

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Com o fim de assinalar o Dia Mundial da Asma (assinalado no dia 2 de Maio), a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), através da Comissão de Trabalho de Alergologia Respiratória, desenvolveu uma campanha de sensibilização dirigida à população com o fim de desmistificar o conceito de que o diagnóstico de asma é incompatível com a prática de exercício físico.

“Corra com a asma” foi o mote desta campanha de sensibilização implementada no último domingo, no Parque das Nações e que reuniu centenas de pessoas. Uma manhã desportiva ao ar livre que incluiu entre outras atividades, uma corrida/caminhada com cerca de 4 km. A iniciativa contou ainda com o apoio da Federação Portuguesa de Atletismo e do Programa Nacional de Marcha e Corrida.

Muitas pessoas que sofrem de asma pensam que não é possível a prática do exercício físico. Tal não responde à realidade, que o diga Rosa Mota que sofre de tal doença. A médica Rita Gerardo, pneumologista e secretária da Comissão de Alergologia Respiratória da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, esteve envolvida no “Corra com asma” e prestou o seguinte depoimento: “Organizámos esta corrida para mostrar como é possível ter uma doença crónica, como é o caso da asma, e praticar atividade física, nas suas várias modalidades desportivas, inclusive desporto de alta competição. Como sabemos, existem muitos atletas do panorama nacional e internacional de alta competição que têm asma, como é o caso da nossa maratonista mais conhecida, Rosa Mota, que tem asma e não foi isso que a impediu de ganhar medalha de ouro na maratona nos jogos olímpicos”.

“Ainda há quem acredite que quem tem asma não pode praticar exercício físico, mas não é verdade. Desde crianças a adultos, os doentes com asma podem e devem praticar desporto. O que é preciso é ter a doença controlada e, para isso, o doente asmático deve seguir a medicação que o médico aconselha, existindo ainda alguns truques antes da prática de exercício físico que podem ser facilitadores desta prática: para além da medicação, o aquecimento antes da prática de atividade física e alongamentos no final são fundamentais. Outra dica é a diminuição gradual da intensidade do exercício, tentando sempre respirar pelo nariz”.

Filipa Silva, doente asmática desde a infância e praticante da corrida, é um bom exemplo. Sempre gostou de desporto, já praticou várias modalidades e atualmente pratica corrida regularmente, cerca de meia hora por dia. Gosta de corridas de longa distância e intensidade forte. Segundo ela, “o desporto, em particular a corrida, é algo que gosto de fazer. Não sinto nenhuma limitação pelo facto de ser asmática, ao contrário do que é a opinião geral. Sinto-me cada vez mais forte e ganhei uma certa resistência às constipações, que é o mal dos asmáticos. Já tive uma asma mais difícil de controlar do que tenho agora, mas aprendi a viver com isso. Eu diria mesmo que o sedentarismo é o grande inimigo da asma e aconselho todos os asmáticos a praticar desporto, pois aumenta o bem-estar físico e mental”.

 

 

 

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