Quenianos dominaram Mundial de Corta-Mato

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Beatriz Rodrigues foi 87ª, Catarina Guerreiro desistiu. Europa só teve uma equipa completa (Espanha no setor feminino) nas duas provas seniores!

Os quenianos Geoffrey Kamworor e Irene Cheptei sagraram-se campeões mundiais de corta-mato em Kampala (Uganda). Ele renovou o título mundial conquistado em 2015, a que junta os títulos mundiais de meia-maratona de 2014 e 2016 (!), este último conquistado precisamente há um ano – 26 de março. Ela liderando uma inédita proeza queniana: seis primeiros lugares na prova de seniores femininos!

As duas juniores portuguesas presentes tiveram presença modesta, como se esperava: Beatriz Rodrigues foi 87ª (entre 103) – 14ª europeia entre 19 – e Catarina Guerreiro desistiu.

Os ugandeses chegaram a pensar que o seu melhor atleta, Joshua Cheptegei, conseguisse chegar ao título (estava isolado a uma volta do fim) mas este terminou em manifesta dificuldade, caindo para o 30º lugar, mas ainda suficiente para garantir a medalha de bronze coletiva para a equipa da casa, por dois pontos! Os quenianos meteram também o 2º classificado, o seu campeão nacional Leonard Barsotom (a 12 segundos do vencedor: 28.24-28.36), enquanto o etíope Abadi Hadis completou o pódio (28.43). Samuel Chalanga (EUA), de origem… queniana (naturalizou-se há ano e meio), foi o melhor “não-africano” (11º), seguido do australiano Patrick Tiernan (13º). Coletivamente, a Etiópia ganhou pela terceira vez consecutiva, mas com apenas um ponto de vantagem sobre o Quénia (21-22). O melhor europeu foi o espanhol Sérgio Sanchez em… 50º. E dos 13 europeus presentes, só oito completaram a prova, não se classificando qualquer equipa do Velho Continente na classificação coletiva, que teve apenas 18 formações classificadas!

Prova feminina

A prova feminina foi um festival queniano como nunca se vira: seis primeiros lugares! Nunca neste escalão um país conseguira ocupar todo o pódio. Triunfou Irene Cheptai, campeã nacional (mas apenas 7ª há dois anos), que concluiu a prova em 31.57, quatro segundos à frente de Alice Nawowuna e 15 adiante de Lilian Rengeruk. A primeira europeia foi a espanhola (naturalizada há dois anos…) Trihas Gebre, 19ª com quase dois minutos mais que a vencedora (34.37). E a Espanha foi a única seleção europeia classificada (13ª) entre os apenas 16 países com um mínimo de quatro atletas na meta.

Estafeta mista

Na estafeta mista (dois homens, duas mulheres, por ordem à escolha), realizada pela primeira vez, triunfou o Quénia (22.22), com oito segundos de vantagem sobre a Etiópia e 15 sobre a Turquia. A Espanha foi 9ª e a Itália 11ª entre as 13 seleções presentes, a última das quais foi a do Sudão do Sul, a mais de sete minutos da equipa vencedora (29.30). Por dificuldades na obtenção de vistos de entrada no país, a prevista equipa de refugiados não chegou a competir. Lamentável!…

Juniores

Nas provas para juniores, o Uganda conseguiu a sua primeira medalha de ouro de sempre em Mundiais de corta-mato, através de Jacob Kiplimo. Um turco, na 20ª posição, foi o primeiro não africano. Triunfo coletivo da Etiópia, com as seleções europeias em 10º (Grã-Bretanha) e 13º (Espanha), entre as 16 equipas formadas. A prova feminina, que teve a participação das duas únicas atletas portuguesas que se deslocaram e cujas classificações só foram disponibilizadas mais de quatro horas depois da sua realização (!), foi ganha pela etíope Letesenbet Giday, que repetiu o título de há dois anos, quando ainda era juvenil, em 18m 34s. Beatriz Rodrigues chegou quase seis minutos depois, na 87ª posição, entre as 97 chegadas (desistiram seis atletas, entre as quais Catarina Guerreiro). A Etiópia ganhou coletivamente, com um ponto de vantagem sobre o Quénia. A melhor europeia (34ª) foi uma italiana, mas isso não impediu que a sua seleção fosse a última entre as 16 classificadas. As outras formações europeias foram 9ª (Grã-Bretanha) e 14ª (Espanha).

Medalhas

Quénia (4 ouros, 5 pratas e 3 bronzes) e Etiópia (4-4-1) dominaram por completo o quadro de medalhas, seguindo-se a formação da casa, Uganda (1-0-2). Turquia, Eritreia e Bahamas receberam uma medalha de bronze cada.

 

 

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