Brasil gastou mais no atletismo que EUA, Jamaica e Quénia juntos

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Antes do início da Rio 2016, a meta do Comité Olímpico Brasileiro (COB) era chegar ao top 10 no quadro de medalhas pela primeira vez, com cerca de 28 pódios, devido ao alto investimento. Porém, após o fim do evento, o Brasil ficou na 13ª posição, com 19 medalhas. O comentarista do SporTV, Lauter Nogueira analisou os resultados do atletismo, que obteve apenas um ouro, e criticou a maneira como foi colocado o dinheiro nas modalidades.

No atletismo da Rio 2016, Estados Unidos, Quénia e Jamaica foram os principais países no quadro de medalhas, com 56 medalhas somadas, formando o top 3. No entanto, o comentarista revelou que o atletismo brasileiro gastou mais do que todos esses países juntos.

Se nós somarmos o atletismo dos Estados Unidos, Jamaica e Quénia, o valor gasto foi menor do que a preparação do Brasil. É um investimento errado. Eu já em Londres me tinha assustado. Aqui pegamos a elite, os atletas de alta performance e investimos uma quantidade de dinheiro para a longevidade deles para a próxima edição dos Jogos. Não tem jeito. É muito dinheiro gasto de forma errada. Na Jamaica, o atletismo aprende-se na escola”.

Apesar de somente uma medalha nos Jogos na modalidade, Lauter afirmou que aprovou a participação dos atletas no evento, usando como comparação o que os brasileiros fizeram nos Jogos de Londres, há quatro anos.

É exatamente o espelho da realidade do atletismo brasileiro. Eu gostei, achei melhor do que eu esperava. Não foi tão mau como em Londres, quando não passavam das eliminatórias. Agora, alguns poucos, chegaram à final. Por maior assustador que pareça, é melhor do que a realidade”, concluiu.

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