O L’ Equipe tem feito reportagens com 15 atletas suspensos por doping que têm compartilhado as suas experiências. Entre eles, o ex-lançador do martelo francês Quentin Bigot, ex-vice-campeão mundial em 2019. Retirado da alta competição desde junho passado, Quentin Bigot teve um teste positivo para esteroide anabolizante em junho de 2014, seguido de uma suspensão de quatro anos, dois dos quais suspensos. “Sei que em dois, dez, vinte anos, serei lembrado disso”, disse ele numa reportagem intitulada “Doping: uma vida em suspensão” publicada no L’ Équipe. “Mesmo no meu leito da morte, as pessoas lembrar-se-ão da minha suspensão”.
Bigot também referiu a falta de apoio que afeta os atletas suspensos e a extrema solidão em que se encontram. “Ninguém estava lá para me ajudar. É uma falha não ajudar alguém em perigo. Um atleta sancionado precisa de terapia, de cuidados, precisa de ajuda”, insiste. A história que o L’ Équipe explora, evoca o constrangimento das instituições envolvidas (Agência Mundial Antidoping, Agência Francesa Antidoping, Federações, etc.) que assumem pouca responsabilidade por essa questão de apoio e reintegração.

