Já imaginou correr uma maratona a 30°C, com elevada humidade e na escuridão total, a mais de um quilómetro abaixo do nível do mar? Foi isso que 60 corredores de todo o mundo fizeram no domingo em Garpenberg, na Suécia, participando da maratona mais profunda do mundo, numa mina de zinco.
A prova decorreu na mina Boliden Garpenberg – uma das minas de zinco mais modernas e produtivas do mundo – e estabeleceu dois recordes mundiais do Guinness para a maratona mais profunda e a maratona subterrânea mais profunda (em equipa).
Os participantes, de 18 países de todo o mundo, completaram 11 voltas num túnel de 3,84 km para atingir a distância da maratona, usando lanternas na cabeça e capacetes. Os corredores usavam camisolas refletoras iguais para uma maior visibilidade, com os seus nomes e dorsais.
Para chegar à partida, os participantes tiveram de apanhar um elevador que os levou por um quilómetro no subsolo, antes de seguirem pelos túneis num veículo 4×4. O fornecimento de oxigénio na mina era uma grande preocupação mas a Organização afirmou que o ar na mina é ainda mais rico em oxigénio do que o ar da superfície devido à pressão barométrica. A Organização também informou que o ar é bombeado e filtrado da superfície, sendo, portanto, muito limpo.
Dos 60 corredores, 55 completaram com sucesso a distância
A maratona mais profunda do mundo foi anunciada publicamente em julho e organizada através de esforços conjuntos da Fundação BecomingX e do Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM) para destacar a transformação da indústria de mineração moderna e, simultaneamente, arrecadar fundos para instituições de caridade. A maratona arrecadou com sucesso mais de um milhão de dólares para a Fundação BecomingX (que oferece educação e recursos para jovens carentes em África) e para a Fundação Wild at Heart (que trabalha para reduzir, de forma compassiva, a população global de cães abandonados).

