Terminou o caso de doping do sprinter surinamês Issam Asinga, recordista mundial sub-20 dos 100 metros. O Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) rejeitou o recurso de Asinga após a constatação de uma violação das regras antidoping em 2023 pela presença de metabólitos do GW1516.
Asinga, de 20 anos, continuará assim a cumprir a sua suspensão de quatro anos, que termina em agosto de 2027, e vê anulado o seu recorde mundial sub-20 dos 100 m.
Em18 de julho de 2023, Asinga foi submetido a um teste antidoping fora da competição que revelou a presença de metabólitos de GW1516, substância conhecida por alterar a forma como o corpo utiliza a gordura como fonte de energia, promovendo maior resistência e metabolismo de gordura.
Dez dias depois, Asinga bateu o recorde mundial sub-20 dos 100 m no Campeonato Sul-Americano de Atletismo, no Brasil, correndo em 9,89 e passando a ser o primeiro sprinter sul-americano a correr abaixo de 9,9 segundos. Menos de duas semanas após essa prova, a Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) suspendeu-o provisoriamente.
Na época, Asinga negou qualquer irregularidade; a sua equipa informou a AIU que o teste positivo tinha sido causado pelos produtos nutricionais da Gatorade que ele recebeu após ser nomeado pela Gatorade como “Melhor Atleta Masculino do Ano”, no início daquele mês. O jovem de 20 anos disse que havia ingerido gomas da Gatorade para auxiliar na recuperação, uma semana antes de fornecer a amostra.
O TAS investigou as gomas mas não encontrou provas suficientes para corroborar a descrição de Asinga. “Após analisar as provas, o Painel do TAS concluiu que o atleta não conseguiu demonstrar que, considerando a preponderância das probabilidades, era mais provável que as gomas que ingeriu antes do teste antidoping estivessem contaminadas com GW1516”, diz a decisão.
Com o recorde mundial sub-20 anulado, Letsile Tebogo, do Botswana, recupera o recorde com a sua medalha de ouro em 9,91 no Campeonato Mundial Sub-20 de 2022, na Colômbia.

