Filipa Feiteira tem 44 anos e é atleta do CD Recreativo Ribeirinho, da Baixa da Banheira. Começou na ginástica acrobática até se mudar há 11 anos para o atletismo.
Filipa Feiteira nasceu em Lisboa e tem 44 anos. Trabalha na área da informática, sendo especialista nos sistemas tecnológicos de informação. Dá ainda aulas de formação à noite.

Sempre gostou de desporto. Estava na ginástica acrobática quando há cerca de 11 anos, entrou no Grupo Moita Runnig que promovia corridas e caminhadas às terças e quintas-feiras. “Juntei-me a eles. Havia lá gente do CD Recreativo Ribeirinho e acabei por ir para lá”.
Filipa não tem treinador e não costuma correr com um plano de treinos. Com uma vida profissional tão ocupada, não lhe sobra muito tempo para correr. Treina uma a duas vezes por semana, habitualmente acompanhada.
A sua primeira prova oficial foi em 2014, no Torneio de Atletismo da Moita. “Foi entusiasmante, agradável. Senti-me bem, nunca mais parei”.
Meia Maratona da Moita

Filipa corre anualmente cerca de 40 provas e elege a Meia Maratona da Moita como a sua preferida. Já a prova que lhe deixou recordações menos agradáveis teve lugar na Mata da Machada, no Barreiro. “Fui fazer a prova com uma amiga, o seu marido ia um pouco mais à frente. A certa altura, ele caiu inanimado, ficou muito mal. Desisti, na volta seguinte, estava muito consternada com a situação”.
“Mesmo que seja por poucas vezes, vou continuar enquanto me sentir bem”
Distâncias curtas na pista
Gosta de correr na estrada e na pista, não morrendo de amores pelo corta-mato. Quanto à distância preferida, gosta mais de distâncias curtas na pista, ao ar livre ou coberta, onde tem subido várias vezes ao pódio.
Filipa ainda não se estreou na maratona, receando um pouco os seus joelhos. Já experimentou o trail e gostou .”É para continuar”.
Na Meia Maratona da Nazaré, lesionada
Os momentos mais marcantes da carreira desportiva de Filipa tiveram lugar maioritariamente na pista. Mas não esquece a sua participação na Meia Maratona da Nazaré, quando correu lesionada e conseguiu cortar a meta.
Quanto a projetos futuros, Filipa tem em mente voltar a correr na pista.

Correr até o corpo deixar
Como acontece com a maior parte dos corredores populares, Filipa pensa correr até o corpo deixar. “Mesmo que seja por poucas vezes, vou continuar enquanto me sentir bem”.
No mundo das corridas, aprecia particularmente o companheirismo, o espírito de partilha e as emoções.
Se não estivesse no atletismo, qual a modalidade alternativa? Não hesita, ginástica acrobática.
“O CD Recreativo Ribeirinho é um clube que nos faz sentir em casa, é muito unido. É um prazer fazer parte dele”
Saber ouvir o corpo

Tem os devidos cuidados com a alimentação, “qb” como ela diz. As lesões não a têm visitado muito. Recorda-nos a da Nazaré acima referida, que se agravou então, obrigando-a a uma paragem de dois meses. “Hoje, quando tenho uma dor, já páro”.
Atenção à licença da Federação para corredores populares
Filipa vê o futuro do atletismo com alguma apreensão. “Há a questão da filiação dos atletas populares na Federação. Não sei se vai ter impacto no atletismo”.
Quanto a sugestões para uma melhor organização das provas, refere uma, o cumprimento do horário de partida.
Dor de barriga na Meia Maratona da Nazaré
Quanto a histórias nas corridas, Filipa lembra uma passada na Meia Maratona da Nazaré. “Foi um dia de muita chuva. Fui correr com uma ligeira dor de barriga, sempre a pensar ‘Vou parar, vou parar’. Mas fui-me aguentando, a cinco quilómetros da meta, ia com o grupo da equipa. Assim que acabei a prova, tive de ir logo a um café, mesmo ao wc dos homens porque o das mulheres estava ocupado”.

Cantar na Meia Maratona da Moita para animar um companheiro
Esta passou-se na Meia Maratona da Moita. “Íamos a correr três amigos, ficámos de fazer a prova juntos. Mas um deles já vinha exausto a 3/4 quilómetros da meta. Comecei então a cantar e lá acabámos a prova. Eles nunca mais se esqueceram, ainda hoje falam disso”.
Elogio ao seu clube
A terminar, Filipa quis deixar o seu elogio público ao clube que representa, o CD Recreativo Ribeirinho, da Baixa da Banheira. “É um clube que nos faz sentir em casa, é muito unido. É um prazer fazer parte dele. Gostava também de ver mais pessoas a aderir ao atletismo”.

