A marcha é uma das provas do atletismo que tem tido mais alterações nos últimos anos. Em 2026, temos mais uma novidade: os marchadores terão uma maratona e uma meia-maratona, em substituição das provas de 35 km e 20 km.
Entre os JO de Los Angeles 1932 e Tóquio 2021, a distância mais longa foi de 50 km. Em Jogos Olímpicos, era disputada apenas por homens. As mulheres puderam competir na distância nos Mundiais de 2017 e 2019.
Nos JO de Paris 2024, os 50 km foram substituídos pela maratona mas em estafeta mista, com a participação de um homem e uma mulher. Nos JO de Los Angeles 2028, a marcha terá apenas a distância da meia-maratona.
Inicialmente, os dez quilómetros eram a distância mais curta da marcha incluída no programa olímpico a partir de Estocolmo 1912. A distância de 20 km foi introduzida em Melbourne 1956 e permaneceu até Paris 2024.
Sebastian Coe, presidente da World Athletics, disse que a mudança poderá aproximar o público em geral da marcha. “Foi uma boa decisão fazer essa modificação para distâncias a que as pessoas já estão acostumadas. O público poderá relacionar os tempos de prova (com a corrida) e ver como os marchadores são rápidos e talentosos.”
Coe também informou que as distâncias da marcha não devem ter novas mudanças no futuro.


Sim, sim, mudar as distâncias da marcha para as mesmas da corrida vai mesmo trazer mais público!!! O/A corredor/a de fim de semana vai pensar “estes tipos fazem a meia-maratona em marcha em 1h20?, então eu também consigo. Vou ali dar uma corridinha antes que comece a dar a prova das mulheres na tv”. A meu ver, as cúpulas do atletismo vêem a disciplina como um estorvo e estão a tentar 1001 maneiras de a destruir.