Usain Bolt não concorda com a afirmação de que o atletismo perdeu o seu encanto desde a retirada de grandes estrelas como ele, Justin Gatlin e Yohan Blake.
Bolt, considerado o maior sprinter de sempre, era a principal atração antes da sua retirada em 2017 e, mesmo agora, acredita-se que ele atraia mais público para os seus eventos do que atletas em atividade.
No seu auge, também havia grandes nomes como Gatlin, Blake, Tyson Gay, além de Shelly-Ann Fraser-Pryce, que se retirou no ano passado, Allyson Felix, Sanya Richards-Ross, Veronica Campbell-Brown, entre outros.
No entanto, nos últimos anos, o norte-americano Noah Lyles tem sido o sprinter mais expressivo e carismático, com Sha’Carri Richardson também dando mais dinamismo à modalidade, mas há quem ache que o atletismo não é o mesmo, algo com que Bolt discorda.
“Não acho que o interesse pelo atletismo esteja a diminuir”, disse Bolt. “Tivemos um ótimo Campeonato Mundial em Tóquio, com competições emocionantes e estádios lotados em todas as sessões. Acho que há talento por aí.”
Bolt citou então o rei do salto com vara Armand Duplantis e a sprinter norte-americana Sydney McLaughlin-Levrone como prova suficiente de que ao modalidade ainda tem grandes estrelas, declarando-os as maiores do atletismo mundial na atualidade.
“Mondo Duplantis e Sydney McLaughlin-Levorne são provavelmente no momento, as maiores estrelas do atletismo, ambos são atletas excecionalmente talentosos”, acrescentou.
“Acho que os fãs não precisam de ver recordes, mas gostam de ver uma competição genuína e de qualidade entre os melhores atletas. Se um atleta está a vencer e a atrair atenção, os fãs vão assistir.”
Duplantis, bicampeão olímpico e tricampeão mundial, tornou-se um fenómeno global devido à facilidade com que bateu 14 recordes mundiais até outubro de 2025.
McLaughlin-Levrone, por sua vez, também detém os recordes olímpicos e mundiais dos 400 m barreiras, possui duas medalhas de ouro olímpicas e um título mundial. Ela adicionou o título mundial dos 400 m ao seu currículo no Campeonato Mundial de Tóquio, batendo o recorde nacional e registando a melhor marca em quase 40 anos, com 47,78.

