O presidente Donald Trump suspendeu o financiamento anual de 3,6 milhões de dólares dos Estados Unidos à Agência Mundial Antidoping (WADA), agravando a relação já tensa entre os dois.
Esta decisão permanecerá em vigor “até que a WADA tome medidas para responder às acusações dos Estados Unidos de que está sujeita à influência chinesa”,disse a ESPN.
A nova lei estipula que qualquer plano de financiamento dos Estados Unidos para a WADA deve incluir os resultados de uma auditoria”conduzida por especialistas externos em antidoping e auditores independentes experientes”,demonstrando que a agência e os seus líderes “estão a agir de acordo com as suas obrigações”.
As ameaças e as ações dos Estados Unidos contra a WADA não são novidade. A disputa remonta a 2024, ao governo Biden, que visava aumentar a “transparência e a responsabilidade’ da agência. Essa divergência surgiu após a revelação de que 23 nadadores chineses tinham testado positivo para uma substancia proibida em 2021, mas não foram suspensos, pois a WADA aceitou a explicação das autoridades chinesas de que os atletas haviam consumido alimentos contaminados. A WADA não tornou o incidente público nem o reportou ao seu próprio Conselho Diretor.
O financiamento de 3,6 milhões de dólares dos Estados Unidos representavam a maior contribuição para o orçamento anual da WADA, de 56 milhões de dólares (cerca de 47 milhões de euros). Responsáveis da agência afirmaram também que a organização não será obrigada a alterar as suas regras de governança, embora a perda desses 3,6 milhões de dólares tenha “naturalmente levado a uma revisão de alguns dos nossos programas”, disse um porta-voz da WADA num comunicado.

