O jornal desportivo L’Équipe está a comemorar o seu 80º aniversário e reuniu os três últimos recordistas mundiais do salto com vara. Sergey Bubka, Renaud Lavillenie e Armand Duplantis concederam há alguns meses no Mónaco, uma entrevista conjunta, que foi agora publicada. A entrevista revela uma forte afinidade entre os três atletas, que expressaram respeito mútuo e encorajaram Duplantis, a continuar a ultrapassar os limites do salto com vara.
Uma das perguntas inevitáveis era qual seria a altura máxima que Duplantis poderia alcançar no futuro. O sueco detém o recorde mundial com 6,30 m, Lavillenie saltou 6,16 m e Bubka saltou 6,15 m, alcançado em 1993. Curiosamente, no último fim de semana, o grego Emmanouil Karalis subiu para o segundo lugar na lista mundial de sempre com 6,17 m.
Bubka e Lavillenie deixaram o recordista mundial confiante. “É algo que eu imaginei, embora não pense muito nisso porque não sou obcecado por números”, disse Duplantis. “Mas agora, quero concentrar-me em continuar a melhorar, não no futuro, em dar o meu melhor agora. De imediato, diria que 6,40 metros é alcançável”, afirmou Duplantis.
O sueco explicou como se sente. “Acho bom sentir-me longe do meu limite. Quando eu começar a fazer isso, tudo começará a acabar. Mas acho que ainda não encontrei os meus limites”, continuou Duplantis.
Lavillenie encorajou-o a lutar por isso. “Da forma que eu te vejo a saltar, 6,33 ou 6,35 não está muito longe para ti. Talvez não amanhã, mas és jovem e acho que está ao teu alcance nos próximos dois ou três anos. Tenho a certeza disso”, confidenciou o francês.
Duplantis bateu o recorde histórico de Lavillenie, assim como o francês havia feito com Sergey Bubka. “Quando Renaud bateuo meu recorde, mostrou que tudo é possível, porque muitas pessoas achavam impossível saltar tão alto. Lavillenie foi fundamental para desmistificar essa ideia e Duplantis deu continuidade a esse legado”, explicou Bubka. “Então, não tenho escolha a não ser ver Mondo a ultrapassar os limites, porque o salto com vara vai continuar a crescer. Há um passado lindo, mas ainda temos um grande futuro a ser escrito”, concluiu.

