A sul-africana Caster Semenya, bicampeã olímpica dos 800 m, afirmou no domingo que a obrigação do Comité Olímpico Internacional em as atletas terem de fazer um teste único de verificação de sexo para poderem estar presentes nos JO de Los Angeles, representa uma “falta de respeito pelas mulheres”.
A ex-atleta hiperandrogénica também expressou a sua deceção com o facto de essa medida ter sido tomada sob a direção da nova presidente do COI, a zimbabuana Kirsty Coventry.
“A nível pessoal, o facto de eu ser uma mulher africana, que sabe o quanto essa questão afeta as mulheres africanas e as mulheres do Sul Global, é claro que causa danos”, disse Semenya durante uma conferência de imprensa realizada neste domingo na Cidade do Cabo, à margem de uma competição desportiva.

