Em 2025, o chinês Huang Zhenglong (também conhecido como Long Shao) correu no seu país durante 365 dias. E quis começar 2026 com uma façanha impressionante. Iniciando no começo de dezembro e terminando em 15 de março em Foshan, Huang correu 100 quilómetros todos os dias, totalizando 10.000 quilómetros, de acordo com o Guiness Worls Records (GWR). Ele começava a correr às 7h da manhã e continuava até ao final da tarde ou início da noite, mantendo um ritmo médio de cerca de seis minutos por quilómetro. Foi o equivalente a correr aproximadamente duas maratonas e meia por dia, sem descanso.
Huang é conhecido como o Forrest Gump da China pela sua paixão pela corrida, e vem dedicando-se há anos a esse objetivo. Ele começou a correr em 2012, fechou depois a sua empresa durante a pandemia de COVID-19 para se dedicar integralmente à corrida e é conhecido pelos longos desafios de resistência que enfrenta, incluindo a travessia a pé na China no ano passado.
Para essa tentativa, ele seguiu um percurso circular ao longo do rio Desheng, percorrendo o mesmo trecho repetidamente. Ele contou com uma equipa médica e um nutricionista acompanhando a sua condição para ajudá-lo a manter-se saudável durante todo o processo e a recuperar adequadamente entre as corridas.
No início, muitos duvidavam que Huang conseguisse persistir dia após dia, mas o seu objetivo foi ganhando gradualmente apoio, e outros corredores começaram a aparecer para acompanhá-lo nas suas corridas diárias, chegando a haver quem viajasse de avião para percorrer com ele, alguns quilómetros.
Huang cruzou a linha de meta diante de uma grande multidão e caiu de joelhos após completar a sua jornada final de 100 km. Um juiz do GWR estava presente para confirmar o resultado após analisar os dados de GPS dos 100 dias completos.
“Estou extremamente feliz por ter recebido a certificação oficial do Guinness World Records”, disse Huang ao GWR. “Muitas pessoas duvidaram de mim, dizendo que era absolutamente impossível correr 100 quilómetros todos os dias durante 100 dias consecutivos… Mas estou feliz por ter superado os meus limites e mudado essa perceção com as minhas ações.”
Mais tarde, ele acrescentou que o objetivo não era que outros copiassem o desafio, mas sim que aproveitassem algo dele à sua maneira e encontrassem uma forma de movimento que funcionasse para cada um.

