A primeira edição dos Enhanced Games em Las Vegas, mais conhecidos pelos “Jogos do Doping” resultou apenas na “quebra” de um recorde mundial, o dos 50 m livres na natação.
Dezenas de atletas, a maioria dopados, participaram em provas de halterofilismo, natação e atletismo. Havia muito dinheiro em jogo, um milhão para quem batesse um recorde mundial. Os vencedores ganhavam 250 mil dólares, os segundos, 125 mil e os terceiros, 75 mil.
Alguns dos participantes são ex-campeões olímpicos. Segundo a própria Organização do evento, a testosterona foi consumida por 91% dos participantes. O mesmo aconteceu com o hormónio de crescimento, usado por 79%, ou o EPO, administrado a 41%.
No atletismo, tivemos apenas provas de 100 metros. Tristan Evelyn, de Barbados, venceu em 11,25 seguida das norte-americanas Shania Collins com 11,43 e Taylor Andersson com 11,48. Qualquer delas tem recordes pessoais de melhor nível.
Em masculinos, o norte-americano Fred Kerley venceu em 9,97 para um recorde pessoal de 9,76. Foi seguido do liberiano Emmanuel Matadi em 10,05 e do norte-americano Marvin Bracy-Williams em 10,39.
O primeiro atleta a ser usado como cobaia foi o nadador grego Kristian Gkolomeev. Em maio do ano passado, a Enhanced pagou-lhe um milhão de dólares depois de ele ter nadado os 50 metros livres em 20,89 segundos, dois centésimos de segundo mais rápido do que o tempo oficial de César Cielo, de 20,91, alcançado com um fato de banho ilegal. No final de março, o australiano Cameron McEvoy fixou o recorde mundial em 20,88, competindo de forma limpa.
Na última prova do programa, Kristian Gkolomeev nadou os 50 m livres m 20,81. Foi a única marca melhor que um recorde mundial mas que obviamente, não será homologada.

