Na passada segunda-feira, dia em que comemorou o seu 68º aniversário, Rosa Mota recebeu o Grande Prémio da Fundação Ilídio Pinho, numa cerimónia realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa.
A cerimónia teve a presença de várias individualidades como Fernando Gomes, presidente do Comité Olímpico de Portugal, Pedro Dias, Secretário de Estado do Desporto, Marcelo Rebelo de Sousa, antigo Presidente da República e Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
Rosa Mota, campeã olímpica de Seul 1988 e medalhada de bronze nos JO de Los Angeles 1984, ainda recordista nacional da maratona, recebeu a distinção pelo seu contributo para a promoção, divulgação e defesa dos valores da portugalidade, bem como pelo reconhecimento que conquistou junto da comunidade internacional.
“Este prémio fez-me olhar para trás e perceber ainda melhor a importância desta portugalidade. Onde quer que vá, sei que levo um pouco de Portugal comigo a quem dele precisa e regresso com um Portugal maior, o dos portugueses espalhados pelo mundo”, afirmou a ex-atleta na cerimónia.
Rosa Mota é a primeira mulher a receber o Grande Prémio da Fundação Ilídio Pinho, passando a integrar um restrito grupo de personalidades distinguidas como o Cardeal D. José Tolentino de Mendonça, o arquiteto Álvaro Siza Vieira e o General Ramalho Eanes.
Por motivos éticos e tal como tinha feito Ramalho Eanes, Rosa Mota recusou receber o prémio monetário da Fundação Ilídio Pinho no valor de cem mil euros.

