Na final dos 5.000 m, tivemos a desagradável desistência de José Carlos Pinto, já na sua fase final. A Federação Portuguesa de Atletismo apresentou um protesto formal contra o norueguês Magnus Tuv Myhre, na sequência do contacto que envolveu os dois atletas durante a prova.
No entanto, a reclamação portuguesa foi indeferida pelos juízes que entenderam que o contacto entre os dois atletas se enquadrava num incidente normal de corrida, não havendo, por isso, fundamento para alterar os resultados ou aplicar uma sanção ao atleta norueguês.
Em grande destaque, esteve o seu vencedor. Jakob Ingebrigtsen recuperou de uma situação extremamente difícil para conquistar uma impressionante medalha de ouro nos 5.000 m no Europeu de Birmingham, depois de quase um ano afastado das competições devido a uma lesão.
O atleta norueguês foi submetido a uma cirurgia no tendão de Aquiles em janeiro e só voltou a treinar há seis semanas.
No entanto, 324 dias após a sua última prova, Ingebrigtsen protagonizou uma arrancada final impressionante para conquistar a vitória. Ele correu agora o último quilómetro em 2.26,5 e os últimos 400 m em 54,94.
O atleta de 25 anos registou o tempo de 13.15,29, conquistando sua sétima medalha de ouro em Campeonatos Europeus, igualando o recorde da lançadora do disco croata Sandra Elkasevic.
“A 600 metros da meta, eu sabia que ia vencer. Só esperava não me cansar demasiado”, disse Ingebrigtsen à BBC Sport.
“Duvidei de mim mesmo todos os dias e a cada minuto que antecedeu a última volta, mas sempre mantive a esperança.”
“Sair do fundo do poço e voltar a ser campeão europeu, significa tudo para mim. Nem eu acreditava que isto pudesse acontecer quando vim para cá.”

