O Meeting de Lausanne da Liga Diamante, o primeiro após o Campeonato Europeu de Birmingham, teve a presença de muitos dos melhores atletas mundiais, entre eles, alguns portugueses.
No triplo salto, Pedro Pichardo venceu com 17,44 m (-0,1 m/s), com o argelino Yasser Triki a ser um surpreendente segundo com 17,43 m (+2,7 m/s) e o italiano Andy Diaz Hernandez, vencedor em Birmingham com um salto excecional de 18,15 m, a ser terceiro com 17,20 m (-0,5 m/s).
Nos 400 m barreiras, Fatoumata Diallo, medalha de bronze em Birmingham, foi desta vez sétima em 54,68 com a campeã europeia, a eslovaca Emma Zapletalova a obter a sua quinta vitória na Liga Diamante em 52,41.
No salto em comprimento, Gerson Baldé foi quinto com 8,02 m (+0,6 m/s) com o campeão europeu Miltiadis Tentoglou a impôr-se em 8,24 m (+2,1 m/s) seguido do suíço Simon Ehammer com 8,13 e do sérvio Luka Boskovic com 8,07 m.
Na estafeta 4×100 m feminina, Portugal obteve o segundo lugar em 43,40 com vitória da Suíça em 42,91. Fizeram parte do quarteto português, Rosalina Santos, Tatjana Pinto, Beatriz Castelhano e Arialis Martinez.
Nas outras provas, os 800 m femininos era a prova mais esperada pelos adeptos suíços presentes no Estádio Olímpico de la Pontaise. Depois de se ter sagrado campeã europeia em Birmingham, a suíça Audrey Werro era a grande favorita. E embora as condições de vento dificultassem a tentativa de recorde mundial, a atleta suíça controlou a prova desde o início, acelerou gradualmente a partir dos 500 m para vencer em 1.55,33, resistindo à forte arrancada final de Femke Broeders-Bol, que começa a adaptar-se à distância, segunda em 1.55,41, novo recorde nacional.
No salto com vara femininos, a suíça campeã europeia, Angélica Moser, esperava repetir a vitória mas ao não conseguir ultrapassar os 4,84 m, viu a norte-americana Hana Moll superar a marca à terceira tentativa, garantindo a vitória.
Nos 3.000 m femininos, a barenita Yavi Winfred, campeã mundial e olímpica, venceu em 9.00,04 seguida da queniana Faith Cherotich em 9.01,90.
Nos 200 m femininos, a bicampeã mundial da distância (2022 e 2023), a jamaicana Shericka Jackson, não completou a prova, tendo abandonado à entrada da reta da meta devido a lesão. Com uma forte arrancada final, a norte-americana Kayla White venceu em 22,18 (+0,3 m/s), pouco à frente da tetra medalhada de ouro em Birmingham, a britânica Amy Hunt em 22,32.
Nos 100 m barreiras, a norte-americana Masai Russell dominou em 12,27 (-0,2 m/s), novo recorde do meeting, seguida da neerlandesa Nadine Visser em 12,43.
No lançamento do dardo feminino, venceu a japonesa campeã mundial e olímpica, Haruka Kitaguchi com 64,90 m, seguida da colombiana Ruiz Hurtado com 64,29.
Nos 110 m barreiras, o norte-americano Jamal Britt venceu em 13,13 (-0,5 m/s), à frente de Kendry Menendez em 13,20 e do atual campeão europeu, Jason Joseph em 13,29. O atual recordista mundial Ja’Kobe Tharp teve uma boa partida mas tropeçou na sexta barreira, quase caindo, sendo último em 14,38.
Nos 200 m masculinos, Letsile Tebogo, ausente do circuito desde o início de julho, mostrou-se em excelente forma, permitindo-se relaxar quase completamente nos últimos 30 metros, para vencer em 19,87 (-0,3 m/s).
Nos 800 m masculinos, venceu o campeão olímpico Emmanuel Wanyonyi em 1.42,19, que, como habitualmente, fez uma forte arrancada final para ultrapassar o canadiano Marco Arop, que terminou em quarto com 1.43,18 com o argelino Djamel Sedjati a ser segundo em 1.42,31.
Nos 400 m barreiras masculinos, o norte-americano campeão olímpico Rai Benjamin,regressou à sua distância preferida com uma vitória em 46,67, também recorde do meeting.
Nos 5.000 m masculinos, tivemos cinco atletas com marcas até os 13 minutos. Venceu o barenita Birhanu Balew em 12.57,55 seguido de dois norte-americanos, Parker Wolfe em 12.58,20 e Nico Young em 12.58,33
No lançamento do dardo masculino, grande despique entre Rumesh Pathirage,do Sri Lankra, e o indiano Neeraj Chopra. Venceu o cingalês com 88,14 m, apenas mais nove centímetros que o indiano.

