A Organização da Maratona de Londres admite que a prova feminina de elite de 2027 possa decorrer com atletas e ‘lebres’ do sexo masculino, na procura de tempos mais rápidos, se possível, de um recorde mundial.
O recorde mundial geral, em provas mistas, pertence a Ruth Chepng’etich com 2h09m56s, embora haja controvérsia acerca dessa marca, estabelecida na Maratona de Chicago de 2024, depois de a queniana ter acusado uma substância proibida num teste antidoping cinco meses depois, tendo sido suspensa por três anos, a partir de 2025.
Nos últimos anos, a prova feminina de elite em Londres tem sido disputada exclusivamente por mulheres, o que geralmente representa um desafio maior, dada a menor quantidade de atletas na faixa etária da elite feminina. No entanto, em 2003, Paula Radcliffe bateu o recorde mundial feminino em provas mistas (2h15m25s).
Agora, o CEO da Maratona de Londres, Hugh Brasher, está em negociações com as melhores atletas mundiais sobre qual o estilo de prova elas preferem, antes do anúncio das categorias de elite, previsto para janeiro.
“Conversamos com as mulheres sobre o que elas querem alcançar, e essas conversas sobre 2027 ainda estão em andamento”, acrescentou Brasher. “Ainda estamos a contratar atletas, e teremos corridas incríveis, tanto masculinas quanto femininas, que, quando anunciarmos em janeiro, deixarão todos ansiosos para competir. Dizem que a Maratona de Londres é mais difícil de vencer do que os Jogos Olímpicos ou o Campeonato Mundial, e nos deliciamos com a competição e a qualidade dos participantes; tudo isso faz parte de um dia incrível.”
“Tudo está em aberto, tudo mesmo, estamos analisando tantas coisas, temos ideias.”