Nas últimas duas décadas, o queniano Eliud Kipchoge foi o maior maratonista mundial. Agora com quase 41 anos, ele diz que está a começar a pensar no seu futuro.
Numa entrevista exclusiva ao Olympics.com, antes da Maratona de Sydney, Kipchoge revelou que assumiu uma nova função como representante dos atletas no Comité Olímpico Queniano para inspirar e orientar a próxima geração de atletas.
“Eu estava a procurar uma posição de mentor onde pudesse ser uma voz para a próxima geração”, disse Kipchoge. “Esta é uma grande oportunidade para estender a minha mentoria para além da corrida — para o rugby, futebol americano, judo e boxe. Espero que, quando os atletas me virem aqui e agora, vejam a minha determinação e se sintam encorajados a desafiar e a quebrar barreiras.”
Apesar de assumir esta função de liderança, Kipchoge não tem planos para se retirar da competição.
Ele insiste que o seu espírito competitivo ainda está vivo, o que o levou a participar na Maratona de Sydney no domingo, 31 de agosto, onde espera terminar a sua penúltima maratona major, antes da sua última em Nova York.
Para Kipchoge, o ideal seria vencer em Sydney mas tal, não é o seu único objetivo. “É uma pressão enorme para mim vencer a prova”, admitiu. “Mas há ainda mais pressão para inspirar as pessoas a começarem a correr e mostrar aos australianos e ao mundo como é a longevidade na maratona.”
Antecipando a prova de domingo, Kipchoge reconheceu a dificuldade do percurso de Sydney. “Acho que faremos um bom percurso em Sydney, apesar de ser difícil, com subidas e descidas. O recorde do percurso é de 2h06m, e acho que podemos esforçar-nos para fazer um bom tempo, em homenagem à cidade que se junta ao World Marathon Majors.”