A Federação Portuguesa de Atletismo aprovou na sua Assembleia Geral realizada no passado dia 22, a criação de uma licença para se poder correr.
A medida foi proposta pelas Associações Distritais de Setúbal e Braga e foi aprovada com 90% dos votos e deve entrar em vigor no início da época 2025/2026.
Domingos Castro, presidente da Federação, justificou a medida agora aprovada: “Há uma quantidade de provas que não são legais. Queremos legalizar todas as que se organizam em Portugal e certificá-las. Dar-lhes o devido valor”,
Assim, cada atleta não federado vai ter de pagar um valor que será de três ou quatro euros por cada prova em que participe ou então, 35 euros anuais, tendo neste caso direito a “vantagens muito superiores a esse investimento”.
Além de poder beneficiar de um seguro válido por 365 dias, quem pagar a licença anual vai receber um cartão que dá direito a descontos em combustíveis. A Federação está ainda em negociações com uma agência de viagens para que esta ofereça a cada subscritor um vale de 50 euros por ano.
“Os atletas pagam 15, 20, 30 euros por inscrição e não reclamam nada. E vão fazê-lo por três euros ou 35, neste caso podendo participar em todas as provas? O que vai receber (em benefícios) é muito superior ao valor da licença de um ano. Praticamente, somos nós quem paga a filiação”, disse Domingos Castro.
Esta decisão da Federação tem sido criticada por muitos atletas populares.