Olímpico Jovem remodelado mas sem grandes resultados

0
91

(Foto de arquivo)

A 37ª edição do Olímpico Jovem sofreu mais uma remodelação. Foi
agora dada prioridade ao escalão de iniciados, que passou a ter o
programa de provas completo (16 provas cada sexo), enquanto os
juvenis viram reduzidas a sete as suas provas.
Esta edição não teve grandes resultados. Das 46 provas realizadas,
apenas 23 (metade) foram igualmente realizadas no ano passado.
Dessas, 12 tiveram então melhores marcas, contra 11 deste ano.
De uma forma geral, foram melhores os juvenis em 2018 (7-3) e os
iniciados em 2019 (8-5).
Registou-se um recorde nacional, através do iniciado lisboeta
Sisínio Ambriz, que melhorou a sua marca no quádruplo salto para
17,44, e dois recordes do Olímpico Jovem, embora em provas
raramente realizadas anteriormente: o juvenil Duarte Fernandes
(Santarém) bateu o recorde dos 300 m barreiras (39,50), prova que
antes apenas fora realizada em 2007; e a iniciada Catarina Flor
(Porto) bateu o do martelo/3 kg (35,92), prova realizada pela 4ª vez
no Olímpico Jovem.
Houve sete atletas que “bisaram” triunfos: a juvenil Sofia Lavreshina
(300 m barreiras e altura) e os iniciados Francisco Silva (800 e 1500
m), Sisínio Ambriz (altura e quádruplo salto… além dos 4×100 m),
Diogo Gonçalves (disco e martelo), Leonor Ferreira (80 e 250 m…
além dos 4×100 m), Beatriz Pereira (800 e 1500 m) e Letícia Lopes
(peso e disco). Dos vencedores deste ano, apenas quatro já haviam
conseguido vitórias em 2018: as juvenis Ashley Nhunga (nas
barreiras de iniciadas em 2018 e nas de juvenis agora) e Débora
Quaresma (no peso) e as iniciadas Beatriz Pereira (1000 m então,
800 e 1500 m agora) e Letícia Lopes (peso em 2018, peso e disco
agora). Dois vencedores iniciados em 2017 foram agora primeiros
em juvenis: Guilherme Almeida nas barreiras e Mário Pereira no
dardo.
Outra curiosidade, fruto do acréscimo de imigração que se verifica
entre nós: duas das vencedoras (a referida Ashley Nhunga e a
também barreirista Chioe Hosford) e mais oito ocupantes de pódios
são estrangeiras.
Passando à classificação coletiva, eis alguns dados curiosos:
Lisboa ganhou pela 26ª vez em 37 edições, regressando ao 1º lugar
depois de derrotada pelo Porto há um ano; Porto e Leiria têm três
vitórias cada; tanto Leiria (3ª) como Setúbal (4ª) repetiram as
posições de 2018, sendo de salientar o bom trajeto de Setúbal nos
últimos anos (desde 2014: 2º-4º-2º-3º-4º-4º); Madeira conseguiu a
melhor classificação de sempre (6º lugar) depois de dois sétimos

postos; Açores (9º lugar) conseguiu a melhor posição desde 2003;
ao invés, o Algarve (10º) obteve a sua pior classificação desde
2002; o mesmo para Coimbra (13º) desde 2003; Vila Real (15º) teve
a melhor classificação desde 1995; a Guarda (19ª) teve a pior de
sempre; e Bragança (20º) é última há cinco anos.

Deixar Resposta