Mo Farah, já retirado da alta competição, alcançou a fama nos JO de Londres em 2012, quando conquistou uma dobradinha histórica nos 5.000 m e 10.000 m.
Quatro anos depois, no Rio de Janeiro, ele repetiu o feito, consolidando-se como um dos maiores atletas olímpicos de sempre da Grã-Bretanha.
No entanto, uma década após a sua ascensão à fama em Londres, Mo Farah chocou o mundo ao revelar a verdade de como chegou à Grã-Bretanha, num documentário bombástico, dizendo aos telespectadores: “Eu não sou quem vocês pensam que eu sou”.
O pai de quatro filhos, nascido na Somalilândia, admitiu ter entrado ilegalmente no país sob o nome de outra criança, sendo o seu nome verdadeiro Hussein Abdi Kahin.
No documentário da BBC intitulado “O Verdadeiro Mo Farah”, o atleta revelou que o seu pai foi morto na guerra civil na Somalilândia quando ele tinha apenas quatro anos de idade, antes de ser levado para o Reino Unido.
“A maioria das pessoas conhece-me como Mo Farah, mas este não é o meu nome, nem corresponde à realidade”, disse ele. “A verdadeira história é que nasci em Somalilândia, no norte da Somália, com o nome de Hussein Abdi Kahin.”
“Apesar do que eu disse no passado, os meus pais nunca moraram no Reino Unido. Quando eu tinha quatro anos, o meu pai foi morto na guerra civil e a nossa família foi destruída.”
“Fui separado da minha mãe e trazido ilegalmente para o Reino Unido sob o nome de outra criança chamada Mohamed Farah.”
Após anos a esconder o passado, Sir Mo acrescentou que ter filhos o motivou a revelá-lo, explicando: “A família significa tudo para mim e, como pai, ensino sempre os seus filhos a serem honestos, mas eu sempre tive esta coisa de ser eu mesmo e contar o que aconteceu realmente.”
Venho a guardar isto há tanto tempo, que tem sido difícil porque não se quer encarar a situação e, muitas vezes, os meus filhos perguntam: ‘Papá, por que aconteceu isso?’ E tem-se sempre uma resposta para tudo, menos para isto”.
“Esta é a principal razão pela qual eu estou a contar a minha história, porque quero sentir-me normal e… não ter a sensação de estar me a agarrar a algo.”

