A IAAF revela ataque de hackers e invasão a dados médicos de atletas

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IAAF  investiga e descobre invasão a sistema com informações de desportistas com autorização para utilização de substâncias proibidas

A IAAF afirmou ter sofrido um ataque do grupo de hackers russos Fancy Bear. Em nota oficial divulgada nesta segunda-feira, a entidade diz ter detetado a invasão remota durante uma investigação técnica no sistema de arquivos. A atividade dos hackers foi feita em 21 de Fevereiro, quando foram coletados dados de atletas que tinham autorização para o uso de substâncias proibidas para o tratamento de problemas de saúde.

Ainda não é certo que o Fancy Bear tenha roubado informações do arquivo. O grupo, que passou a divulgar uma série de documentos confidenciais de atletas de todo o mundo, teve certamente condições em obter os arquivos, segundo a IAAF.

Atletas que entraram com um pedido para uso de substâncias proibidas desde 2012 foram avisados nesta segunda-feira sobre o incidente. A IAAF também divulgou um canal sobre quaisquer dúvidas para os atletas.

“A nossa primeira prioridade é com os atletas que enviaram informações para a IAAF que eles acreditaram serem seguras e confidenciais. Eles têm as nossas sinceras desculpas e o nosso total comprometimento de fazer tudo o que estiver na nossa força para remediar a situação e trabalhar com as melhores organizações do mundo para criar o ambiente mais seguro que podemos ter”.

A utilização de alguns medicamentos proibidos pela WADA é permitida quando se é comprovada a importância para alguns tipos de tratamentos. A autorização costuma gerar polémica. Através de um comunicado oficial, a Wada confirmou o ataque, condenou a ação por revelar informações confidenciais, mas não se pronunciou sobre os casos. Nadal, por exemplo, teve a permissão de usar betametasona, substância usada para diminuir dores e inflamações, em 2009. Em 2012, foi autorizado a usar corticotropina, hormónio que combate o stresse crónico.

A entidade defende que o grupo hacker esteja a tentar “minar a WADA e o sistema global antidoping” e, por se tratar de um ataque de origem russa, “compromete ainda mais o esforço da comunidade mundial antidoping em restabelecer a confiança”, após o caso de suspensão dos atletas russos.

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