A queniana Mary Moraa afirma que a doença começou no Campeonato Mundial do ano passado, em Tóquio, onde o seu quadro clínico piorou, tendo sido hospitalizada na capital japonesa.
“É pela graça de Deus que estou novamente a competir. Quase desisti há algum tempo devido a um problema de saúde, mas estou feliz por ele ter sido totalmente resolvido. Senti fraqueza generalizada e tonturas no Campeonato Mundial de Atletismo do ano passado, em Tóquio”, disse a campeã mundial de 2023.
Ela acrescentou: “Achei que tudo estava bem depois de chegar à final do Mundial, mas a situação piorou no final da prova, exigindo atendimento médico urgente. Fiquei para trás para receber tratamento enquanto a equipa do Quénia partia de Tóquio para Nairobi.”
Mary Moraa acrescentou ainda que tem estado desde então, num processo constante de recuperação e que recebeu alta médica para retomar o que mais gosta de fazer: praticar desporto.
“Após diversos exames e tratamentos, os médicos deram-me alta há algumas semanas, libertando-me para retomar os treinos e as competições. Gostaria de agradecer à equipa médica conjunta do Team Kenya, dos hospitais de Tóquio, Aga Khan, Nairobi e Kenyatta National pelo excelente atendimento, aconselhamento e assistência”, disse ela.
A sua última apresentação foi no Mundial de Tóquio em setembro de 2025, onde ela registou o tempo de 1.57,10 para terminar no sétimo lugar na final dos 800 m. Ela regressou agora à competição no Campeonato Nacional da Polícia, sendo segunda nos 400 m em 53,68.
A campeã dos Jogos da Commonwealth espera agora competir em alguns meetings da Liga Diamante, onde espera continuar a melhorar a sua forma. “Espero competir em algumas provas da Liga Diamante no final da época, já que estarei ansiosa para o próximo ano, que terá o Campeonato Mundial de Atletismo em Pequim. O evento tem um mínimo de de qualificação alto, de 1.57,50”, disse ela.

