Durante o verão, houve muita discussão na comunidade do atletismo sobre a possibilidade da Agência Antidoping do Quénia (ADAK) ser declarada não-conforme a partir de 1 de outubro. Nesse caso, o país poderia ser alvo de uma suspensão global, impedindo os atletas de competir em provas em qualquer lugar do mundo. O Quénia também ficaria impossibilitado de receber eventos internacionais.
Ao que tudo indica, a ADAK não foi oficialmente declarada não-conforme, mas está agora na lista de vigilância da Agência Mundial Antidoping (WADA). A decisão foi tomada pelo Comité Independente de Revisão de Conformidade da WADA.
A decisão marca uma mudança na relação entre a WADA e a ADAK. Há mais de um ano que a ADAK está sob a vigilância da WADA. A decisão foi tomada após uma auditoria realizada em maio de 2024 e, desde então, muitos atletas quenianos foram suspensos por infrações relacionadas ao doping, incluindo a recordista mundial da maratona, Ruth Chepngetich.
A WADA explicou que o ADAK ainda não abordou requisitos críticos que foram identificados na revisão.
Durante a reunião do Comité Executivo, a ADAK foi considerada em desacordo com as normas. No entanto, a agência demonstrou alguma evolução.
A ADAK elaborou um plano de ação corretiva que refere como pretende resolver os problemas identificados, com um prazo de conclusão de quatro meses. Esse progresso levou a direção da World Athletics a encaminhar o caso de volta ao Comité de Revisão para uma nova avaliação.
Segundo a WADA, a inclusão na lista de vigilância está em conformidade com a Norma Internacional para o Cumprimento do Código pelos Signatários.
Na prática, isso significa que a ADAK tem até 2 de março de 2026 para implementar o seu plano de melhorias. Se, até essa data, as irregularidades não forem resolvidas a contento do Comité, uma nova notificação de não conformidade será emitida sem a necessidade de outra votação do Comité Executivo.
A WADA afirmou que “as consequências do descumprimento para a ADAK não se aplicam nesta fase” e que continuará a monitor o processo “conforme necessário”. Atualmente, apenas dois signatários do código estão em situação de descumprimento. São eles, as agências nacionais antidoping da Rússia e do Sri Lanka.

