Ana Grade tem 48 anos e é atleta do Algarunners de Loulé. Começou a correr há 12 anos e tem no trail, a sua preferência.
Ana Grade tem 48 anos e é algarvia, natural de Albufeira. É Técnica Superior de Estatística e começou a correr há 12 anos. “O atletismo (corrida) surgiu como um complemento ao ginásio para recuperar a forma física, alguns anos após ter sido mãe (na altura, de duas crianças com dois anos de diferença entre elas)”. Agora, já com mais uma menina com sete anos, tendo então no seu nascimento, feito um interregno de uno ano nas corridas.

Estreou-se no mundo das corridas em 2015, na 1ª Eco Meia Maratona de Vilamoura. “Gostei, gosto do contacto com a natureza”.
Corre pelo Algarunners – Associação Desportiva de Corrida do Algarve e treina seis vezes por semana, se incluir os treinos de força e bicicleta. “Treino maioritariamente só, os treinos conjuntos são quase sempre ao domingo”. Tem um treinador e corre naturalmente, com um plano de treinos.
Saber gerir bem as horas de treino
Com um horário de trabalho “normal” das 9 h às 18 h e mãe de tres filhos, Ana Grade tem de gerir bem o seu horário de treinos. “Treino ao fim da tarde/noite ou à hora de almoço, consoante a meteorologia e/ou disponibilidade”.
Corre em média, uma dezena de provas por ano, maioritariamente em trails. “É o meu terreno favorito”.
“Criam-se novas amizades com pessoas com gostos comuns e isso é muito saudável”

Prazer especial em correr na Madeira e Açores
Como sucede com a esmagadora maioria dos atletas populares, Ana Grade pensa correr enquanto puder e tem no MIUT (Madeira Island Ultra Trail) a sua prova preferida. Mas também gostou de todas as provas em que participou nos Açores.
Nunca correu maratonas de estrada, apenas em trail e por duas vezes. Nos seus projetos futuros, gostava de correr uma prova com uma distância superior à maratona (47 km).
E se não estivesse no atletismo, que modalidade gostaria de ter seguido? “Joguei basquetebol na minha juventude mas gosto de desportos diferentes. Também gosto de dança embora confesse que não sou muito habilidosa”.
Não dispensa anualmente os exames médicos de rotina e quanto a lesões, não tem sido muito visitada, lembrando-se apenas de uma no isquio.
Quanto à alimentação, procura variar mas sem restrições.
“Penso que estamos numa fase muito positiva, com novos talentos a despontar e com mais infra-estruturas e apoios”
Otimista quanto ao futuro da modalidade

Ana Grade vê o futuro da modalidade com otimismo. “Penso que estamos numa fase muito positiva, com novos talentos a despontar e com mais infra-estruturas e apoios”.
No mundo das corridas, aprecia particularmente “o espírito de luta, de sacrifício e de companheirismo. Criam-se novas amizades com pessoas com gostos comuns e isso é muito saudável”.
Quanto a sugestões para uma melhor organização das provas, considera que é sempre difícil organizar uma prova. “A minha sugestão é que se continuem a organizar provas para todos podermos desfrutar do bom ambiente de cada uma”.
“Façam desporto pela vossa saúde!”
Quando deixou os sapatos de corrida em casa
Correndo há 12 anos, não faltam histórias a Ana Grade. Lembra-nos a última em que foi para uma prova de trail e deixou os sapatos de corrida em casa. Valeu-lhe ser uma prova perto de casa, tendo ainda tempo de ir buscá-los a casa. Mas foi uma “correria”.
A terminar, Ana Grade deixou um alerta a todos: “Façam desporto pela vossa saúde!”

