Após escândalo, Sebastian Coe planeia reformas e não descarta Rússia do próximo Mundial

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2015

Sebastian Coe tem uma difícil missão: resgatar a confiança do atletismo depois do escândalo de doping da Rússia. Coe não descarta o retorno dos russos no Mundial de Londres, em 2017, depois da ausência no Rio de Janeiro.

“Não sei a resposta se acredito que a Rússia estará no Mundial, mas espero que esse seja o caso. Se for, é porque tivemos progresso”.

O Presidente da IAAF Sebastian Coe, reuniu-se em Santiago do Chile com os membros da Confederação Sul Americana de Atletismo.

Coe esteve acompanhado pelo seu grupo especial que está a trabalhar na reforma  integral dos Estatutos da IAAF. Durante todo o dia, Coe e a sua equipa dialogaram intensamente com os presidentes sul-americanos e a cúpula do organismo sul-americano e acordaram diversos aspetos que  formarão parte dos novos estatutos do organismo mundial.

Há pouco mais de um ano na presidência da entidade, o britânico de 60 anos comanda uma reforma na gestão da modalidade com o pacote de propostas “Tempo de Mudança” (Time for Change), que tem como principal ponto a criação de uma unidade independente de integridade. Um novo cenário ao qual a Rússia precisará de se adaptar para ver cancelada a sua suspensão.

O ponto central da reforma é a criação de uma unidade de integridade, que vai olhar para os principais problemas de uma maneira diferente, mais independente da organização, mais independente de interesses nacionais, que causou problemas particularmente na Rússia. Essa unidade de integridade vai garantir o aceleramento do processo.

“A unidade de integridade, que é um Comité Independente de Disciplina, o novo tribunal e a comissão supervisora são os elementos-chave” – explicou Sebastian Coe, que vai perder poderes como presidente, ficando impossibilitado de tomar grandes decisões sozinho.

Com a reforma, o britânico espera combater a corrupção e o doping para resgatar a confiança de investidores e fãs no atletismo, abalada após o escândalo russo, com a conivência do ex-presidente da IAAF, o senegalês Lamine Diack.

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