As experiências de Kilian Jornet na sua juventude

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Quando era mais jovem, Jornet fez um teste em que esteve dias a treinar sem comer, só para saber onde estava o limite do seu corpo.

O espanhol Kilian Kornet é aos 32 anos, reconhecido como uma dos melhores atletas de montanha, com inúmeros triunfos nos principais ultra trails mundiais.

Agora, explicou nas suas redes sociais as experiências que fez com o seu corpo para descobrir os seus limites físicos e mentais. Experiências que o levaram num momento da sua juventude, a fazer sessões sucessivas de treino nos dias em que não comia.

“Hoje, conto-vos uma das sessões de treino que creio serem as mais interessantes. Chamo-lhe Inferno: significa exploração das próprias limitações com o propósito de aprender. É um conceito muito simples de explicar, mais difícil de pôr em prática.

Devemos isolar um elemento da nossa prática e num ambiente seguro (ponto importante), levá-lo ao seu limite. O objetivo é conhecer as nossas limitações como indivíduos para poder pôr uma margem de segurança razoável quando estamos numa atividade real.

Kilian JornetEles podem ser os mais simples de serem provados (por exemplo, quanto tempo posso pendurar-me por um braço) até os mais complicados (capacidades de lucidez em situações técnicas depois de uma corrida longa sem parar, com uma grande quantidade de falta de sono; a imagem que anexo é de quando eu terminei este tipo de ‘prova’.

Aí, pode compreender-se a importância de fazê-lo num ambiente seguro, porque quando chegas ao limite, desejas estar num lugar onde alguém possa encontrar-te em pouco tempo.

Um dos meus testes favoritos foi deixar de comer e continuar a correr. Quando estava na Universidade de Fontromeu e comecei a fazer ultras, preocupava-me a possibilidade de perder uma estação de abastecimento ou não poder comer numa grande distância. Assim, para ver o que podia controlar, deixei de comer e continuei treinando como normalmente (entre 3 e 4 horas por dia). A potência e a velocidade diminuíram drasticamente no segundo dia, mas não a resistência. Finalmente, ao quinto dia, desmaiei (expliquei a minha localização para que alguém pudesse encontrar-me se não despertasse) e comecei a comer de novo. Agora, sei que não é um problema perder uma estação de apoio ou se não posso comer durante um esforço de 24 horas”.

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