Ashton Eaton, de bicampeão olímpico do decatlo a especialista em engenharia mecânica

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O norte-americano Ashton Eaton, bicampeão olímpico e ex-recordista mundial do decatlo, retirou-se do atletismo em 2017. Mas não se reformou, está a estudar engenharia mecânica e faz parte de um projeto da empresa tecnológica norte-americana Intel para ajudar os desportistas.

“Decidi finalmente que queria aprender os fundamentos da ciência e engenharia”, disse Eaton numa entrevista à agência Reuters. “A Intel perguntou-me se gostaria de juntar-me ao projeto e vi-o simplesmente como uma oportunidade incrível para misturar o que sabia com a minha paixão por aprender sobre engenharia e tecnologia”.

O decatlonista, de 32 anos, disse que o projeto centrou-se no uso da tecnologia para mostrar aos atletas a diferença entre como acreditam que o seu corpo está desempenhando e os dados medíveis reais.

A tecnologia já está a ser utilizada para ajudar os atletas que tenham que ajustar os programas de treino antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio que estavam previstos para este mês e foram adiados para o próximo ano devido à pandemia do coronavírus.

Para além das medalhas de ouro olímpicas em Londres 2012 e Rio de Janeiro 2016, Ashton Eaton também estabeleceu o recorde mundial do decatlo com 9.045 pontos em 2015, marca superada posteriormente pelo francês Kevin Mayer.

“Para mim, o que me deu maior satisfação foi bater o recorde mundial. Encantou-me ir aos Jogos Olímpicos e ganhar medalhas mas para mim, aumentar os pontos foi sempre uma motivação”, disse Eaton.

“Por isso, gosto do decatlo, porque gosto do atletismo, porque é tão medível. Se o progresso é o teu objetivo, sabes exatamente onde estás”, concluiu ele.

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