Atletas britânicos denunciam uso indevido de medicamentos para a tiroide

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Vários atletas e médicos denunciaram no Daily Mail as práticas realizadas na equipa nacional de atletismo e também usadas por Alberto Salazar.

Entre a medicação utilizada por esses desportistas, destaca-se tratamentos para o hipotiroidismo como L-thyroxine e Cynomel, que no caso dos atletas, ajudam a perder peso e a recuperar entre sessões de treino. Tal levantou a polémica sobre o uso destes medicamentos com o fim de melhorar os objetivos. O seu uso não está proibido porque não aparecem nas listas da Agência Mundial Antidoping.

O principal nome apontado nestas práticas é o médico Robert Chakraverty, que sugeriu estes tratamentos entre 2013 e 2016, antes de passar a fazer parte do staff da seleção de futebol da Inglaterra.

Chakraverty também está relacionado com o episódio de uma injeção de L-carnitina dada a Mo Farah antes da maratona de Londres em 2014. A Federação britânica também investiga a decisão de Farah de ter sido treinado por Salazar e também admite que o mesmo tratamento da tiroide era realizado por Salazar em Oregon.

A fundista Jo Pavey tem sido uma das mais críticas sobre o uso destes medicamentos entre os desportistas. “Os medicamentos para a tiroide deviam ser proibidos no atletismo, a menos que haja uma necessidade médica que se justifique. É muito importante que os atletas não se submetam a provas depois de um treino intenso, porque poderia influenciar os resultados. Creio que muitos atletas o estão tomando só para beneficiar o seu rendimento em vez de por razões de saúde”.

Acerca desta utilização indevida, o doutor Adrian Heald argumentou que os casos de hipotiroidismo afetam uma a cada 20 mulheres e um a cada 100 homens e destacou os graves efeitos que poderão aparecer com um uso errado destes medicamentos. “Se se administra este tratamento hormonal de forma desnecessária ou em excesso, o coração é afetado. A curto e a médio prazo, tal poderia provocar um batimento cardíaco rápido e um ritmo cardíaco irregular, uma disritmia cardíaca. A longo prazo, uma pessoa pode desenvolver cardiomiopatia, um alargamento do músculo cardíaco e isso é uma anomalia muito grave e potencialmente mortal.

 

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