BALANÇO DA ÉPOCA 2017 – 400 M BARREIRAS (M)

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Foto: Imagem de arquivo

Diogo Mestre bem destacado
  • O melhor top’20 dos últimos sete anos, mas longe dos anos 80 e 90…

Depois de uma época de 2016 em branco, por lesão, Diogo Mestre regressou em pleno e foi, de longe, o melhor da época, com as seis primeiras marcas e nove das dez melhores. O nível melhorou relativamente a 2015 – de 54,28 para 53,65 (média dos 10 melhores) e de 55,68 para 54,90 (20 melhores) e, embora esta última média seja mesmo a melhor dos últimos sete anos, as deste ano continuam a ser piores que as do final da década de 80 e bem longe das melhores médias, conseguidas em 2004: 51,84 e 53,49, respetivamente. Em 2017, apenas um atleta fez melhor que essa média do top’10 e apenas quatro superaram a do top’20…

Dois estrangeiros filiados em clubes portugueses (mas que raramente cá competiram…) fizeram bem melhor: o cabo-verdiano (ex-EUA) Jordin Andrade (Sporting), com 49,52 (tem 49,24 em 2015); o venezuelano Lucírio Garrido (Benfica), com 50,13 (49,66 em 2014).

O PÓDIO

1º DIOGO MESTRE (BENFICA)

Melhorou de 52,07 em 2015 para 51,53 (é agora o 14º português de sempre), fazendo depois duas outras provas a 52,00, no Europeu de Seleções (8º) e no Europeu de Sub’23 (6º nas eliminatórias). Foi folgado campeão de Portugal e de sub’23.

2º EDGAR REMÉDIOS (GA FÁTIMA) Vice-campeão nacional, progrediu de 52,82 para 52,65, em Ávila (Espanha), tendo outras marcas três marcas entre 53,16 e 53,37.

3º RICARDO LIMA (SC BRAGA)

Sucedeu a Jorge Paula como melhor do ano em 2015 (51,74) e 2016 (51,68) mas em 2017 ficou longe, limitando-se a 53,15 e a ser terceiro no Campeonato de Portugal. Ponto alto da época: a vitória na I Divisão (sem a presença de Diogo Mestre). O seu recorde pessoal completou 10 anos – 50,44 em 2007.

E AINDA…

André Sá começou bem a época, com um recorde pessoal (de 53,54 para 53,06). E Tiago Horta também melhorou, de 54,30 para 54,00, mas a sua segunda marca ficou longe: 55,16.

A REVELAÇÃO: MANUEL DIAS (SPORTING)

Ainda júnior de 1º ano, foi 2º no Nacional de sub’23 e sagrou-se campeão nacional de juniores e, embora eliminado na ronda inicial do Europeu de juniores (6º), melhorou o seu recorde pessoal para 53,51 (tinha 56,72 em 2015 como melhor antes desta época).

Veja aqui o ranking 2017

… e aqui o ranking mais aprofundado

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