BALANÇO DA ÉPOCA 2017 – TRIPLO (M)

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Nelson Évora soma pódios

  • Campeão europeu de pista coberta e terceiro no Mundial de ar livre

Mais uma grande época de Nelson Évora, não tanto em termos de marcas mas brilhando nas grandes competições: campeão da Europa de pista coberta, terceiro no Mundial de ar livre. Numa época em que mudou de clube (Benfica para Sporting), de treinador (João Ganço para Ivan Pedroso), de localidade onde vive (Lisboa para Madrid), manteve-se no top mundial, liderando o ranking nacional por mais de um metro! Ranking que acabou por ser o segundo melhor de sempre: 15,74 foi a média dos 10 melhores, a quatro centímetros da média de 2016, a melhor de sempre; 15,09 foi dos 20 melhores, a oito centímetros da média de 2016. Teve apenas um adversário à sua altura, quando o Benfica contratou o cubano Pedro Pablo Pichardo (que se pretende naturalizar), o qual se estreou no meeting do seu novo clube com 17,04 e teve como melhor marca 17,60 em Lausana.

O PÓDIO

1º NELSON ÉVORA (SPORTING)

Liderou o ranking nacional pela 14ª vez nos últimos 15 anos (só falhou em 2012 por lesão), com duas marcas acima dos 17 metros, precisamente nas grandes competições: 17,20 no Europeu de pista coberta; 17,19 no Mundial de ar livre. Fora das grandes competições (onde continua a superar-se), o seu melhor foi de 16,91, em Paris, e 16,78, quando se sagrou campeão de Portugal.

2º RICARDO JAQUITÉ (SC BRAGA)

Progrediu de 16,01 para 16,12 e foi vice-campeão nacional de pista coberta e ar livre, aqui com ventosos 16,18. Substituiu Nelson Évora no Europeu de Seleções, sendo oitavo. A sua segunda marca foi de 15,92.

3º CARLOS VEIGA (SPORTING)

Competindo pouco ao ar livre, continuou afastado dos 16,35 de 2015, alcançando 15,98 em pista coberta e 15,80 ao ar livre e sendo terceiro no Campeonato de Portugal de pista coberta.

E AINDA…

Também com problemas físicos em boa parte da época, Tiago Pereira (15,94 como melhor) e Marcos Caldeira (15,74 e 3º no Campeonato de Portugal) ficaram aquém das expetativas. Já Pedro Pinheiro (de 15,21 para 15,50) e Denil Baia (de 14,19 para 15,01) progrediram bem e foram primeiro e segundo tanto nos Nacionais de Sub’23 (pista coberta e ar livre) como nos de juniores. Bons progressos, ainda, de Miguel Marques (de 15,14 para 15,55).

A REVELAÇÃO: JÚLIO ALMEIDA (BENFICA)

O velho recorde nacional juvenil de Mário Aníbal (14,64) já estava quase nos 28 anos de vida quando Júlio Almeida (14,25 como melhor em 2016) conseguiu 15,03 (num dia em que fez também 15,19 ventosos). Confirmou-os depois, com provas a 14,95 e 14,94.

Veja aqui o ranking 2017

… e aqui o ranking mais aprofundado

 

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