Balanço da época 2019 – Triplo (M): Pichardo 4º mundial, Évora vice-europeu

0
745

Embora um e outro aquém da sua valia e da larga diferença (cerca de meio metro, em média) entre as marcas de um e outro ao longo da época, o atletismo nacional voltou a ser marcado pelos dois triplo-saltadores de classe mundial: Nelson Évora foi segundo no Europeu de pista coberta (17,11) e Pedro Pichardo foi quarto no Mundial de ar livre (17,62). Apesar disso, a média dos 10 melhores regrediu face ao recorde de 2018 (16,14), ficando-se pelos 15,95, a segunda melhor de sempre. Já a do top’20 voltou a melhorar, embora apenas dois milímetros e meio, de 15,303 para 15.3055.

PÓDIO:

1º PEDRO PICHARDO (BENFICA)

Ficou aquém dos 18,05 de 2015 e do recorde nacional (17,95) de 2018, mas esteve quase sempre entre os melhores na Liga de Diamante – ganhou em Londres (17,53), foi 2º em Roma (17,47) e 3º no Mónaco (17,38) – e, principalmente, foi quarto no Mundial, com uma marca (17,62) que daria medalha em todas as edições anteriores. Estreou-se pela seleção portuguesa ganhando no Europeu de Seleções (bastaram 16,98).

2º NELSON ÉVORA (SPORTING)

Voltou a um pódio europeu ao ser segundo na pista coberta, com 17,11, e melhorou ao ar livre, com 17,13 no Mónaco. Mas não mais conseguiu passar os 17 metros e acabou fora da final do Mundial (15º na qualificação, com 16,80). Uma época aquém das expetativas mas… aos 35 anos.

3º TIAGO PEREIRA (SPORTING)

Voltou a melhorar, de 16,36 em 2015 e 16,56 em 2018 para 16,60 e, face às (criticáveis) ausências de Pichardo e Évora, sagrou-se campeão de Portugal (16,04), depois de ter sido vice-campeão de pista coberta (16,14).

E AINDA…

Carlos Veiga foi (novamente) o campeão nacional de pista coberta com 16,25, que seria a sua melhor marca da época, aquém dos 16,48 de há um ano. E será necessário chegar ao 9º do ano para encontrar novo recorde pessoal, através de Mário Pamente, que melhorou de 14,34 para 15,23, embora com uma segunda marca (14,64) longínqua. Júlio Almeida, campeão nacional júnior, melhorou de 15,03 (enquanto juvenil, em 2017) para 15,09.

A REVELAÇÃO: NUNO SÉNICA (CA SEIA)

Entre os jovens foi quem mais progrediu, de 13,79 para 14,29 em pista coberta e 14,59 e 14,66 ao ar livre.

Ranking da época em http://atletismo-estatistica.pt/

Deixar Resposta