Beatriz Rios e equipas do Maratona batem recordes dos Nacionais Juvenis

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Foram bem positivos os Nacionais de Juvenis realizados em Fátima, com a larga maioria das marcas dos vencedores e dos terceiros classificados (a fechar os pódios) superiores às da época passada… que já haviam sido melhores que as de 2017. Assim, 25 dos vencedores e dos terceiros fizeram melhor que em 2018, contra 15 piores e duas marcas iguais, sendo curioso o facto de os dados serem iguais para os 1º e 3º lugares. Embora haja diferença nos sexos, relativamente aos terceiros lugares: enquanto no setor feminino 2019 teve 14 marcas superiores contra apenas 5 inferiores (e duas iguais), no masculino houve equilíbrio: 11-10.

Registaram-se três recordes dos campeonatos, todos eles no setor feminino: nos 3000 m, Beatriz Rios, ainda juvenil de 1º ano e que já havia sido campeã nacional de corta-mato e de 2000 m obstáculos, melhorou a marca de Susana Godinho em 2009 (9.52,60) para 9.50,46; nos 4×100 m e na estafeta medley, a equipa do Maratona (com as mesmas quatro atletas – Inês Saraiva, as irmãs Luísa e Carmo Juiz e Leonor Ferreira, embora não pela mesma ordem) bateu os recordes que estavam na posse de equipas do Benfica, melhorando de 48,62 (em 1996) para 48,49 e de 2.20,68 (em 2013) para 2.18,88.

No setor feminino, apenas Eva Gonçalves repetiu o título (do disco) do ano passado. Mas nada menos de dez campeãs de 2019, irão manter-se como juvenis em 2020 e duas delas até em 2021: Marta L. Araújo (altura) e Lurdes Oliveira (comprimento). Quase metade das atletas que subiram ao pódio (27 em 57) nas provas individuais manter-se-ão como juvenis na próxima época e 11 delas ainda são iniciadas.

No setor masculino, repetiram os títulos da época passada Moisés Faria (dardo) e João Oliveira (decatlo). Oito dos campeões manter-se-ão como juvenis em 2020 e Sisínio Ambriz (campeão de 100 m e 110 m barreiras) e Francisco Silva (vencedor dos 1500 m), ainda são iniciados. Ao pódio, foram 22 (dos 57) atletas que ainda serão juvenis em 2020.

Sofia Lavreshina ganhou três títulos individuais (300 m, 300 m barreiras e triplo), enquanto Sisínio Ambriz (100 m e 110 m barreiras), Marcelo Reis (peso e disco, provas nas quais os pódios foram iguais!), Rita Figueiredo (800 e 1500 m), Beatriz Rios (3000 m e 2000 m obstáculos) e Eva Gonçalves (disco e martelo) conquistaram dois títulos cada.

Coletivamente, os títulos foram muito distribuídos. O campeão Sporting “apenas” conquistou dois masculinos e três femininos, enquanto a Juventude Vidigalense ganhou dois masculinos e quatro femininos e o Benfica apenas três masculinos (nenhum feminino). O Sporting foi, no entanto, um folgado campeão nos dois sexos, repetindo as vitórias do ano passado, que haviam sido as primeiras desde 2000 (masculinos) e 1997 (femininos)! Esta época, o Sporting ganhou cinco dos seis títulos jovens de pista (o Benfica triunfou nos sub’23 masculinos) e quatro dos seis de pista coberta (o Benfica venceu sub’23 e juvenis masculinos).

3 Comentários

  1. Está mais que provado que mo Atletismo Português, os clubes pequenos formam e depois os grandes vão buscar os melhores atletas.
    Isto devia de ser como no futebol, os clubes pequenos deveriam de ser mais recompensados ao perderem os seus atletas para os clubes maiores.

    • Obrigado pela chamada de atenção mas, desta vez, não foi falha. A
      Beatriz e as equipas do Maratona bateram recordes dos campeonatos
      nacionais de juvenis, não bateram recordes nacionais de juvenis.
      Arons de Carvalho

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