Benfica confirmou favoritismo e teve tarefa simplificada

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(Foto de arquivo)

Ganhando com uma vantagem de 10 pontos, o Benfica somou este domingo, em Leiria, o seu sétimo título nacional consecutivo, confirmando o favoritismo que detinha mas vendo a tarefa simplicada quando o martelista Miguel Carreira, na prova de abertura da 2ª jornada, fez quatro nulos e não pontuou.

A parte inicial da 2ª jornada foi repleta de surpresas. Depois de uma natural vitória do sportinguista Rasul Dabó nas barreiras, o Benfica conseguiu resolver a seu favor uma das dúvidas da jornada, com a vitória de Miguel Moreira nuns 800 m táticos (1.54,61) nos quais o sportinguista Sandy Martins (1.54,89) ainda foi ultrapassado sobre a meta por Tiago Freire, da J. Vidigalense (1.54,77). Ao mesmo tempo, o sportinguista Miguel Carreira somava nulos no martelo, acabando mesmo por não se classificar e deitando por terra quaisquer aspirações que o Sporting ainda poderia ter. Enquanto isso, o benfiquista António Vital Silva terminava com um recorde pessoal de 71,48 m (tinha 70,64 já esta época).

Mas nem tudo correu bem ao Benfica. Sem Diogo Mestre, claro favorito nos 400 m barreiras, teve que utilizar o decatlonista Samuel Remédios, que foi apenas sétimo, com 58,08. Mas o Sporting não conseguiu tirar todo o partido. Com o seu melhor especialista (Manuel Dias) no Europeu de Juniores, utilizou Daniel Chagas, apenas terceiro (54,65), atrás de Ricardo Lima (SC Braga), com 53,34, e de Bruno Gualberto (J. Vidigalense), com 54,43. Depois, salvo o caso do triplo, prova na qual a superioridade de Nelson Évora nunca esteve em causa, e os 4×400 m finais, já sem influência na classificação, o Benfica foi somando vitórias, inclusive nos 3000 m, uma das que deixavam dúvidas: Rui Pinto, festejando na reta final, ganhou com 8.13,19, e teve em Nuno Lopes (CA Seia) o principal adversário (8.13,64), enquanto o sportinguista Paulo Rosário, que brilhara nos 1500 m da véspera, cedo cedeu (3º com 8.38,51).

Com naturalidade, o Benfica ganhou ainda os 200 m, através de David Lima, com 21,15 (2º Carlos Nascimento, SCP, 21,73); os 3000 m obstáculos, por Miguel Borges, em 8.54,67 (2º Fernando Serrão, SCP 9.08,12); a altura, por Paulo Conceição, com 2,07… mas apenas à 3ª tentativa, quando estava em desvantagem (2º Nelson Pinto, SCP, 2,03); o disco, por Francisco Belo, com excelentes 61,44 (2º Edujose Lima, 52,13). Na 2ª jornada, o Sporting ganhou os 110 m barreiras, o triplo (16,61 de Nelson Évora, contra 15,50 de Ricardo Jaquité, SCB, e 15,35 de Tiago Pereira) e os 4×400 m (Ricardo Ribeiro resolveu a questão no último percurso, chegando com 3.14,88, contra 3.16,02 do Benfica).

Em suma, o Benfica ganhou sete das onze provas do 2º dia e, no conjunto, 13 das 21 provas, contra apenas seis vitórias do Sporting. Nos despiques diretos, o Benfica levou a melhor por 13-8.

SC Braga no pódio

A grande novidade do campeonato foi a subida ao pódio do SC Braga, terceiro classificado, com 111 pontos, bem à frente da Juventude Vidigalense (95). Campeões da III Divisão em 2013, campeões da II em 2015, 5º na I Divisão na estreia em 2016, a equipa minhota chegou agora ao pódio, ocupando o lugar que há seis anos era da J. Vidigalense. E ganhou duas provas, através de Miguel Marques (dardo) e Ricardo Lima (400 m barreiras).

As quatro restantes equipas ficaram separadas por apenas 12 pontos. O CA Seia (68) foi 5º, depois de ter sido quarto ao longo de quatro anos; a Srª Desterro (67) subiu de 7ª a 5ª; o Estreito (60) deixou o 8º lugar das duas últimas épocas; e o Jardim da Serra (56) desceu ao último lugar, depois de ser 7º e 6º em 2015 e 2016.

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