Benfica foi duplo vencedor do Nacional Pista Coberta Sub’23

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As equipas masculina e feminina do Benfica sagraram-se campeãs nacionais sub’23 de pista coberta, em Pombal. Com larga margem (119 pontos, contra 75,5 do Sporting e 57 do SC Braga) a formação masculina, que ganhou pela 13ª vez em… 13 edições da competição (desde 2005)! Por um escasso ponto (102, contra 101 do Sporting e 75 da J. Vidigalense), a feminina, que recuperou o título que perdera para o Sporting nas duas últimas épocas. A emocionante competição feminina apenas ficou decidida nos 4×400 m finais, ganhos pelo Benfica com uma vantagem de… 17 centésimos! O Benfica ganhou assim cinco dos seis títulos jovens (a J. Vidigalense triunfou em juvenis femininos), embora tenha perdido para o Sporting os títulos absolutos.

Na segunda jornada, realizada este domingo, destaque para o recorde nacional sub’23 conseguido pela equipa do Benfica (João Esteves-José Pedro Lopes-Rafael Jorge-Ricardo Pereira), que gastou 1.29,91, contra 1.30,11 de uma outra formação benfiquista, em 2010. Mas a sensação da jornada foi da autoria do bracarense José Pedro Vilas-Boas, que passou 2,10m em altura, melhorando em oito centímetros (!) o seu recorde pessoal que datava de… 2012! O jovem minhoto destacara-se enquanto infantil e iniciado (tanto em 600 m como em provas combinadas), passou 2,02m enquanto juvenil, mas entretanto “desaparecera”.

Destaque ainda para Eduardo Sá (21,68s nos 200 m), Pedro Ferreira (grandes progressos nas barreiras – 8,39s) e Tomás Marreiros (4,75m) na vara, prova em que o pódio foi preenchido apenas por juniores. No peso, apenas seis centímetros separaram os três primeiros!

No setor feminino, Marisa Carvalho nas barreiras (outro pódio apenas júnior) e Evelise Veiga no triplo, ganharam segundo título, mas o grande despique (para além da estafeta) foi entre Sofia Duarte (24,73) e Carina V. Pereira (24,74) nos 200 metros.

CURIOSIDADES DO CAMPEONATO

  • Enquanto no setor masculino, apenas Pedro Ferreira já fora campeão em 2016 (então no heptatlo, agora nas barreiras), no feminino houve nada menos de seis títulos que não mudaram de dono: Salomé Afonso (800 m) e Andreia Grácio (vara) ganharam pelo terceiro ano consecutivo – e continuarão sub’23 em 2018 (Andreia) e 2019 (Salomé)! – enquanto Catarina Fernandes, ainda júnior (altura), Evelise Veiga (comprimento e triplo) e Edna Barros (marcha) vão no 2º título. Jéssica Inchude (peso) também ganhou pela segunda vez… mas era estrangeira há um ano. A registar ainda que João Fonseca fora campeão de 800 m em 2015 e repetiu agora o título, enquanto José Pinho ganhara o peso em 2015 e 2016 e falhou-o agora por… cinco centímetros.
  • Apenas em 12 das 28 provas (sete femininas, cinco masculinas) o campeão deste ano fez melhor que o de 2016 (Evelise Veiga ganhou o triplo com a mesma marca – 12,94!). Houve agora 15 campeões com pior marca.
  • No entanto – dado positivo – apenas 3 dos 26 campeões individuais (pouco mais de um-décimo) e 13 dos 78 (um-sexto) atletas que subiram ao pódio deixarão de ser sub’23 em 2018. E nada menos de 7 campeões e 23 “pódios” ainda são juniores. As campeãs Marisa Carvalho e Patrícia Silva ainda são juniores de 1º ano.

Campeões na 2ª jornada:

MASCULINOS: FEMININOS
Eduardo Sá (SC Braga) 21,68 200 m Sofia Duarte (Sporting) 24,73
João Fonseca (Benfica) 1.53,63 800 m Salomé Afonso (Sporting) 2.08,48
Oswald Freitas (CN Rio Maior) 8.28,38 3000 m Rute Simões (Grecas) 9.50,99
Pedro Ferreira (C+S Lavra) 8,39 60 bar. Marisa Carvalho (Benfica) 8,51
Rafael Vilas-Boas (SC Braga) 2,1 altura
vara Andreia Grácio (J. Vidigalense) 3,55
Pedro Pinheiro (Benfica) 14,98 triplo Evelise Veiga (Sporting) 12,94
Edujosé Lima (Sporting) 14,88 peso
SL Benfica 1.29,91 4×200 m SL Benfica 1.42,42

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