Bolt diz que depois do escândalo da Rússia, o atletismo não pode piorar

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“Ainda sou o mais rápido do mundo!”

O jamaicano Usain Bolt chega ao Mundial de Atletismo de Londres para se despedir das pistas, apesar de se considerar ainda em boa forma. “Vocês sabem que se eu apareço para uma corrida, isso quer dizer que eu estou 100% confiante”, declarou o atleta. Quando questionado se ainda é o mais rápido do mundo, ele também não hesitou: “sem dúvidas”.

Acerca da sua despedida, disse ainda “Parece-me fantástico sermos nós a decidir retirar-nos e não o desporto a mandar-nos para casa. Quer dizer que estás satisfeito com o que fizeste”.

Interrogado se ele achava que o atletismo chegou ao fundo do poço e se está recuperando depois de muita gente estar cética quando ao desempenho dos atletas, afirmou: “Depois do escândalo da Rússia, não creio que possa piorar. Então, acho que está recuperando e para mim, não há outra forma e temos de continuar. Espero que os atletas vejam o que acontece e entendam que se eles não pararem com o que estão fazendo, isto vai morrer. Espero que entendam a situação pela qual estamos a passar e o que precisam de fazer como atletas para ajudar o desporto a avançar”.

Durante o Mundial, o recordista participará em duas provas: 100 m e a estafeta 4×100 m. No final de Julho, durante a Liga Diamante, venceu os 10 metros com a marca de 9,95 s.

A final dos 100 m será realizada no próximo sábado. Entretanto, a despedida de Bolt das pistas, nos 4×100, acontece apenas no dia 12.

Nas últimas três edições dos Jogos Olímpicos (Pequim 2008, Londres 2012 e Rio Janeiro 2016), Bolt conquistou a medalha de ouro nos 100 m, nos 200 m e no 4×100 m, somando nove medalhas. Uma delas, entretanto, foi perdida porque um de seus parceiros na estafeta, Nesta Carter, foi apanhado no controle antidoping  e desqualificou o grupo.

Bolt venceu 147 provas desde 2002 e detém os recordes mundiais dos 100 m com 9,58 s e dos 200 m com 19,19 s.

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