Calor de Doha gera polémica entre IAAF e Federações nas provas ao ar livre

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Humidade do ar superior a 50% e céu permanentemente empoeirado têm gerado preocupação nos atletas e comissões técnicas. IAAF descarta cancelamento e promete medidas preventivas

A um dia do início do Mundial em Doha, a IAAF e federações estão no centro de uma grande polémica. Preocupadas com a integridade física dos atletas, algumas federações pediram o cancelamento das provas mais longas que se disputam ao ar livre – maratona e 50 km Marcha. O motivo é o calor excessivo que se faz sentir em Doha. Mas a IAAF descarta essa possibilidade, embora tenha marcado uma reunião de emergência com as federações duas horas antes de cada prova.

Mesmo com a marcação das maratonas e provas de Marcha para horários próximos da meia-noite, há uma preocupação recorrente devido à humidade do ar superior a 50% e do céu permanentemente empoeirado, o que deixa a sensação térmica na casa dos 38º à noite e 45º durante o dia.

Diferentemente das restantes provas que se disputarão no Estádio Khalifa, climatizado e com uma temperatura ambiente de 22º C, a Marcha e a maratona serão disputadas ao ar livre, numa avenida à beira do Golfo Pérsico.

A IAAF já informou que serão mantidas as duas provas, apesar das reclamações das federações. A entidade ressaltou que “reforçará o apoio da área médica, bem como intensificará a distribuição de água aos corredores”.

A IAAF lembrou ainda que no Mundial de Daegu, na Coreia do Sul, em 2011, as provas ao ar livre foram realizadas em condições ainda mais adversas, com a humidade do ar chegando a 100% numa temperatura de 35º.

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