Carlos Nascimento com ouro nos Jogos Europeus e seleção mista dos 4×400 com bronze

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Carlos Nascimento ganhou hoje a medalha de ouro dos 100 metros dos Jogos Europeus que se estão a realizar em Minsk (Bielorússia), enquanto a seleção mista de 4×400 m (Rivinilda Mentai- João Coelho-Cátia Azevedo-Ricardo Santos) recebeu a medalha de bronze. Portugal, que foi quarto (entre seis seleções) na primeira jornada, tentará na terça-feira a repescagem para as meias-finais.

Embora sem defrontar diretamente vários dos seus principais adversários, Carlos Nascimento foi medalha de ouro dos 100 metros, ao fazer o tempo mais rápido entre os quatro grupos. Com 10,35 (v:-1,4 m/s), chegou à frente turco Jak Ali Harvey (10,42) no seu grupo e gastou menos três centésimos que o atleta esloveno que correu a primeira série. Quanto à equipa de 4×400 m, 2ª na sua série com 3.19,63, atrás da formação ucraniana que gastou 3.17,31, obteve o terceiro tempo total, recebendo por isso a medalha de bronze. Lorène Bazolo também ganhou o seu grupo, com 11,63 (v:-1,3 m/s), derrotando a bielorussa Inna Rftimova (11,71) mas o seu tempo foi o quarto no total, ficando a dois centésimos da medalha de bronze.

Num sistema (muito polémico…), totalmente diferente do que é habitualmente seguido e que foi denominado Dynamic New Athletics, as 24 seleções em competição (as mais fortes da Europa) foram divididas em quatro grupos, tendo passado diretamente às meias finais as quatro vencedoras (Alemanha, Rússia, Rep. Checa e Ucrânia) e as duas melhores segundas classificadas (França e Bielorússia). Todas as restantes 18 voltarão a atuar na terça-feira, em três grupos, para apurar as outras seis semifinalistas.

No grupo de Portugal (o quarto), ganhou a Ucrânia, seguida da Espanha, Dinamarca, Portugal, Turquia e Bielorússia. Portugal, que partiu para a estafeta medley decisiva com a segunda melhor pontuação, caiu para o quarto lugar. A equipa composta por Mauro Pereira, Diogo Pinhão, Joana Carlos e Patrícia Silva gastou 4.38,84, contra 4.25,02 da Ucrânia, a seleção vencedora.

Antes, Portugal teve dois atletas vencedores, três segundos lugares, um terceiro e dois sextos, não se chegando a compreender algumas escolhas, nomeadamente a de Vitor Korst, que nunca se dedicou aos 110 m barreiras.

Os dois velocistas (Carlos Nascimento e Lorène Bazolo) foram os vencedores. Evelise Veiga foi segunda no comprimento, depois de derrotar as atletas ucraniana (6,27/v:-1,1 contra 5,68) e dinamarquesa (6,40/v:-0,9 contra 5,68) e perder a final com a ucraniana (6,38/v:-0,9 contra 6,58). Olímpia Barbosa foi segunda nos 100 m barreiras, com 13,44 (v:+0,3), a seguir à ucraniana Hanna Plotitsyna (13,14), registando o 10º tempo no conjunto das quatro séries.

Paulo Conceição foi terceiro na altura. Derrotou o atleta espanhol a abrir (2,13 contra 2,10) e empatou depois com o ucraniano e o turco (este na disputa do 3º lugar), pois nem ele nem os seus adversários passaram as fasquias colocadas à altura escolhida… e que não era conhecida do adversário.

Finalmente, Jéssica Barreira foi 6ª e última no dardo, sendo sucessivamente derrotada pelas atletas ucraniana (43,61-58,46), dinamarquesa (40,52-52,31) e búlgara (42,15-44,23). E Vitor Korst foi igualmente 6º nos 110 m barreiras, com 15,51 (v:+1,3 m/s).

No fim, a estafeta medley mista foi disputada com as equipas a saírem com base na pontuação alcançada. Portugal foi o segundo país a partir mas o quarto a chegar. E terá de procurar a repescagem para as meias-finais na terça-feira…

3 Comentários

  1. Como é que é possível, sendo a última prova a que define em boa parte a possibilidade de passar diretamente para as meias-finais, que Portugal tenha apresentado uma daquelas.
    Qual a razão de não ter sido a Catarina Lourenço a correr os 200Mt e a Salomé Afonso os 600mt?

    Acho muito interessante esta nova abordagem totalmente diferente de se ver atletismo, mas meu caro seleccionador, por favor, é levar quem tem melhores performances.

  2. EM suma: é praticamente uma prova, a ultima, que define a classificação final…sem comentários!!! Que fantochada!!!!

  3. Portugal só não passou diretamente para as meias finais, porque não levou quem teria que levar para a “hunt”.
    A Salomé Afonso e a Catarina Lourenço correram este fim de semana no campeonato nacional de sub-23, mas qual a prioridade aqui? Com estas 2 atletas teriamos muito mais hipóteses de ficar em 2º no grupo e com muito melhor tempo que poderia dar a repescagem, pois tivemos mais pontos que a França.
    Alguém que me explique a razão de ser o Victor Korst a fazer as barreiras e ter sido a Jessica a lançar o dardo.
    Agora a ver vamos se ficamos entre os 2 primeiros do grupo na terça feira.

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