Como a corrida combate a depressão, um inimigo silencioso

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Antes de qualquer menção à corrida, é fundamental entender que a depressão é um problema muito sério, silencioso, e afeta mais pessoas do que se imagina. São milhões de pessoas com esse problema. Além disso, muitas outras sofrem de ansiedade, outro comportamento que pode ser a porta de entrada para a depressão.

Todos nós, corredores ou não, estamos sujeitos a altos e baixos no nosso quotidiano: perda de emprego, problemas no relacionamento com amigos, parceiros, família, dificuldades no trabalho, entre outros.

Por tudo isto, é muito importante estar atento aos sinais de baixa, que podem sinalizar um comportamento depressivo e não apenas uma fase menos boa.

Também deve-se entender que fatores que podem desencadear uma depressão, estão extremamente ligados a questões psicológicas, mas também químicas e hormonais. Ou seja, a solução para estabilizar a depressão é muito mais do que uma palavra de conforto, motivação ou sugestão para que lute contra esse problema.

Nesse cenário, a corrida combate a depressão e pode ser uma divisora de águas nesse tratamento.

Alguns sintomas da depressão

  • Visão negativa sobre o mundo, ou quotidiano;
  • Perda de vontade e energia para tarefas simples (trabalhar, cuidar da casa, estudar, sair com amigos);
  • Sentimentos de desamparo e desesperança;
  • Mudança nos padrões de sono – mais ou menos;
  • Raiva ou irritabilidade;
  • Comportamento emotivo aumenta (costuma chorar mais que o habitual);
  • Alteração no apetite ou perda/ganho de peso;
  • Isolamento

Como a corrida combate a depressão?

Em primeiro lugar, é importante deixar muito claro: a corrida não pode substituir uma ajuda profissional. Mas ela pode ser uma grande aliada no combate.

Tal acontece porque, ao correr, são libertadas substâncias no nosso cérebro, dentre as principais:

  • Endorfina:  Quem já não teve aquela sensação de prazer e bem estar após um treino? A endorfina é uma das responsáveis por isso. É um hormónio que aumenta a disposição física e mental, além de ter efeito analgésico e imunológico;
  • Dopamina:  Uma das principais substâncias responsáveis pelo controle da ansiedade. É um neurotransmissor que age como um tranquilizante natural, ajudando no foco, concentração, e diminuindo a ansiedade. Baixos níveis podem levar à apatia, insónia, perda de libido, entre outros sintomas desencadeadores da depressão;
  • Serotonina:  Com ação similar à dopamina e endorfina, promove sensação de euforia, bem-estar e plenitude. Contribui sensivelmente para o combate às insónias, um dos sintomas da depressão;
  • Adrenalina:  Promove uma sensação de euforia e força no nosso corpo. Tal cria um cenário de maior energia e disposição durante a atividade;

Além disso, praticar a corrida, ou outra atividade física, aumenta a autoestima, o convívio social e a busca por objetivos. Tudo isso irá ajudar no controle da depressão.

Tem algum amigo com sintomas similares aos citados? Procure motivá-lo a treinar, levando-o a um grupo de corrida, ginásio, ou outras opções que envolvam atividade física e contato com novas pessoas.

E no combate a esse mal, um problema pode atrapalhar tanto o depressivo como aquele que quer ajudar: a vergonha. Falar do tema,  de uma maneira natural e consciente, é um dos caminhos mais importantes para tratar (ou ajudar) quem tem o problema.

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