Dina Asher Smith: de voluntária em Londres 2012 a medalhada em Doha

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Em 2012, aos 14 anos, Dina Asher-Smith era uma das muitas voluntárias dos Jogos Olímpicos de Londres. Então, a adolescente britânica sonhava ser alguém no atletismo, desporto que praticava desde a infância. Passados sete anos, o sonho tornou-se realidade. Considerada a maior promessa do atletismo do Reino Unido, Dina sagrou-se campeã mundial dos 200 m e foi medalha de prata nos 100 m no Mundial de Doha. Desde Helsínquia em 1983 com Kathy Smallwood-Cook, que o seu país não tinha uma medalhada nas provas de velocidade.

Famosa na Grã-Bretanha antes mesmo de se sagrar campeã mundial, a velocista natural de Londres espera que a sua história sirva para encorajar outras mulheres a seguirem uma carreira no desporto, particularmente no atletismo.

– “Jessica Ennis-Hill (campeã olímpica e mundial no heptatlo) e Christine Ohuruogu (campeã olímpica e mundial nos 400 m) foram duas atletas que me inspiraram a estar aqui. Agora, eu espero ser a inspiração para muitas raparigas novas que sonham seguir o caminho do atletismo. Quando uma vai trilhando o caminho de conquistas, vai abrindo o caminho para outras. Quero mais mulheres britânicas no pódio” disse Dina.

Aos 23 anos, a britânica já pode ser considerada a maior velocista da história do Reino Unido. O seu primeiro Mundial foi em Moscovo 2013, quando ganhou uma medalha de bronze na estafeta 4×100 m. Em Pequim 2015, foi quinta na final dos 200 m, o mesmo lugar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Em Londres 2017, Dina melhorou um lugar ao ser quarta nos 200 m, num prenúncio do que aconteceria em Doha.

– “Não penso que estou iniciando uma era de domínio nos 200 m. Tenho que continuar o meu ciclo pensando sempre na próxima competição. Tive que trabalhar muito para chegar a este momento e vou fazer de tudo para me manter aqui”, destacou.

dinaA promissora carreira de Dina levou-a ao status de estrela no Reino Unido antes mesmo de ser campeã mundial. Devido ao seu progresso no atletismo e da sua personalidade, a corredora já fez parte de diversas capas de revistas, tendo participado inclusive na Paris Fashion Week.

Apesar da fama, a velocista mantém-se apegada aos mais próximos. Uma das suas primeiras declarações ao conquistar agora o ouro nos 200 m, foi dedicar o título ao seu treinador John Blackie.

– “Estou com ele desde os meus oito anos de idade. Ele sempre acreditou em mim e tomou todos os cuidados para que eu evoluísse de uma forma correta, sendo paciente comigo o tempo todo. O John é um técnico dedicado, que trabalha com persistência e sabedoria. Espero muito dele ainda”, comentou.

Sobre o futuro, a inglesa afirma que já está a pensar nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, quando procurará repetir o feito de Doha.

– “Falta menos de um ano para Tóquio e agora voltamos as nossas atenções para os Jogos Olímpicos. Estamos num ciclo contínuo e, quando termina um evento, já estamos a pensar no outro. É assim que eu quero escrever a minha história”, finalizou.

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