Dois algarvios batem recordes nacionais juvenis

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Dois atletas algarvios, Etson Barros, do CO Pechão (2000 m obstáculos), e Juliana Guerreiro, da Casa do Benfica de Faro (300 m barreiras), bateram recordes nacionais de juvenis na 2ª jornada do Nacional da categoria, realizada em Vagos e que proporcionou duas vitórias coletivas ao Sporting.

Batendo o seu recorde nacional de juvenis por nada menos de 11 segundos (de 5.57,32 na época passada para 5.46,11), Etson Barros foi a grande figura masculina, ganhando com nada menos de 17 segundos de vantagem sobre Samuel Reis, Sal. Arouca (6.03,14), o que diz bem do que foi a sua prova numa especialidade apenas introduzida em 2013.

juliana guerreiroJá Juliana Guerreiro progrediu nada menos de 4 segundos (de 47,26 para 43,28) e bateu o recorde que desde 2015 estava na posse de Marisa Carvalho, com 43,49. A segunda foi Catarina Neiva (Almada Fig.), com 45,74.

No que toca a mínimos para o Mundial de Gyor (Hungria), não houve novidades para além de Bárbara Bica no dardo, na jornada de sábado. Apesar de ter progredido em seis das sete provas, Mariana Bento (Sporting) ficou a seis escassos pontos do mínimo no heptatlo, com 4.994 pontos, mais 108 que no início do mês, em Espanha. Na segunda jornada, fez 5,56 no comprimento (antes: 5,42), 37,31 no dardo (36,67) e 2.25,85 nos 800 m (2.26,57).
Coletivamente, o Sporting repetiu a proeza de 1997, ganhando nos dois setores. Desde então, apenas vencera o setor masculino em 2000 e 2015. O Sporting somou 82 pontos no setor masculino, contra 77 do Benfica (campeão cinco vezes nos últimos seis anos) e 65 do CF Oliveira do Douro, que se sagrara campeão de pista coberta este inverno.

No setor feminino, o Sporting somou 134 pontos, contra 121 da J. Vidigalense, campeã em 2017, e 74 do Benfica, seis vezes vencedor entre 2011 e 2016 mas que parece em perda.

Eis o que de mais relevante sucedeu nas restantes provas:

200 m (M): Já vencedor dos 100 m, Tomás Gonçalves (AA Ch. Caparica) ganhou com 22,19 (v:-0,9) e largos 22 centésimos de vantagem sobre Gonçalo Gonçalves (Gira Sol), que gastou 22,41.

800 m (M): João Peixoto ganhou o esperado despique entre os dois atletas do SC Braga, gastando 1.56,43 contra 1.57,01 de Pedro Vilas-Boas.

3000 m (M): Henrique Neves (LV Gondomarense) não seria o principal favorito mas ganhou com o melhor tempo nacional do ano (8.49,03), face a João Protásio, SL Benfica (8.50,36), e a Rogério Amaral, CPT Sobral Ceira (8.51,47).

110 bar./91 (M): Sem Mamadu Jaló, ausente, Pedro Matos (CCD Ribeirão) foi um folgado vencedor, em 14,64 (v:+1,1), à frente de Miguel Costa, J Ilha Verde (15,18).

300 bar. (M): Vitória natural de Bernardo Moreira (CAP), em 39,48, 90 centésimos à frente de Pedro Cruz (CA Seia).

Altura (M): Pedro Buaró (GD Estreito), sem derrubes anteriores, e Diogo Oliveira (Grecas) passaram 1,98 (recorde pessoal para ambos).

Triplo (M): Larga vantagem (35 cm) de Rafael Sacramento (UC Eirense), vencedor com 13,76 (vento nulo).

Disco/1,5kg (M): Tomás Coelho (Quintajense FC) juntou este título ao do martelo da véspera, com 46,00 e mais de três metros e meio de vantagem.

Decatlo (M): apenas três concorrentes e vitória folgada de João Oliveira (Almada Fig.), com 6020 pontos, marca que o coloca como 4º juvenil de sempre, embora a prova só se realize desde 2015.

Estaf. Medley (M): Grande luta entre o Benfica (2.04,20) e o CA Tâmega (2.04,26).

200 m (F): Grande superioridade de Beatriz Andrade (SCU Torreense) – quase um segundo! -, que gastou 24,63 (v:-0,5) e é já a 4ª juvenil de sempre. Com Delphine Nkansa presente teria sido um bom despique.

800 m (F): Edna Bernardino (GD S Domingos), vencedor da série secundária (2.15,59), acabou por fazer melhor que a vencedora da série principal, Beatriz Pereira, Maia AC (2.16,69).

3000 m (F): Larga superioridade de Lia Lemos (Maia AC), que gastou 9.58,41 e deixou a segunda, a madeirense Mariana Vargem (Ludens Machico), a 25 segundos (10.23,52).

100 bar./76 (F): Sara Moreira (C+S Lavra) confirmou o favoritismo, gastando 14,32 (v:+1,0), a nove centésimos do seu melhor e deixando a segunda, Ashley Nhunga (J. Vidigalense), a 75 centésimos (15,07).

Triplo (F): embora longe do seu melhor (12,28), Eduarda Ferreira (J. Vidigalense) confirmou o seu favoritismo numa prova na qual o pódio foi ocupado por atletas de três clubes diferentes da Associação de Leiria: J. Vidigalense, CA Marinha Grande e AC Vermoil!

Peso (F): Carolina Fernandes (SUO Vais) lançou duas vezes a 13,46 e derrotou por 56 cm Débora Quaresma (CP Corroios), que igualou o seu recorde pessoal (13,41).

3 Comentários

  1. Apesar dos regulamentos terem aumentado em 2013 a altura dos obstáculos de 76cm para 84cm, ao dizer que “esta é uma especialidade apenas introduzida em 2013” dá a entender que com os obstáculos mais baixos houve alguém no passado a correr mais rápido, mas não houve. O Recorde Nacional com Obstáculos de 76cm é de 5.52,67. Assim sendo percebe-se mais facilmente a grande valia deste registo que é também por agora melhor marca mundial do ano.

  2. Como pode ser Recorde Nacional de Clubes a Estafeta Medley do SC Braga quando o CO de Pechão tem duas melhor marcas que 2.22,00
    2016 Lagoa (1ºLugar) 2.21,08 (Denise Semedo, Emale Barbosa, Inês Farias e Fatoumata Diallo)
    2017 Abrantes (1ºLugar) 2.21,52 (Filipa Machado, Denise Semedo, Inês Farias e Fatoumata Diallo)
    Ver comunicados da FPA
    Obrigado

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