Doping no Brasil, uma vergonha!

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O que se está passando no Brasil com o doping é uma vergonha! Em Agosto de 2016, a Agência Mundial Antidopagem (AMA) lançou duras críticas ao Governo brasileiro, bem como à sua filiada brasileira, pelos critérios praticamente nulos na aplicação de controlos aos atletas do país.

Segundo denunciou então a AMA, no mês que antecedeu a Cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos, praticamente nenhum atleta brasileiro foi submetido a controlos antidoping.

O conceituado médico português Luís Horta, que foi contratado como consultor internacional da Autoridade Brasileira de Controlo de Dopagem (ABCD) e que, antes dos Jogos, deixou o país afirmou: A real dimensão do doping no desporto nacional é grave. É muito grave…Antes de chegar, eu já sabia que a situação era difícil. Mas nunca pensei que fosse tão grave e que as estratégias de dopagem fossem tão sofisticadas…A minha dignidade profissional e pessoal foi posta em causa e antes de falar, quis proteger a minha integridade física e da minha família. Ainda ontem, ao final do dia, o diretor do Comité Olímpico do Brasil (COB) disse que não sou bem-vindo ao Brasil”.

Face às graves denúncias de Luís Horta, da reportagem da emissora televisiva alemã ARD e dos artigos publicados no jornal “Estado de S. Paulo” que a Revista Atletismo divulgou recentemente, o que é preciso para a WADA, o COI, a IAAF e sei lá mais quem, tomarem medidas  face ao que se passa no Brasil? Os Jogos Olímpicos do Rio foram quase há um ano mas a verdade é que até agora, apenas a Rússia continua suspensa pela IAAF.

O Comité Olímpico Internacional foi também acusado de falhar na investigação de exames antidoping que deram positivo – incluindo velocistas masculinos da Jamaica – durante a reanálise de amostras dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008. A ARD afirmou numa reportagem que o COI e a Agência Mundial Antidoping (WADA) decidiram não tomar nenhuma acção diante da presença do esteróide clenbuterol na urina de inúmeros atletas. A culpa seria de uma “carne contaminada”…

A russa Yelena Isinbayeva lembrou que ela nunca recorreu a substâncias proibidas, “ao contrário de outros atletas ocidentais”.

Face às evidências, os governos russo e brasileiro estão altamente envolvidos de uma ou outra forma, no encobrimento/fomento do uso do doping nos seus países. Mas parece que os russos são os únicos “maus da fita”. Assim, quem acredita em quem?

Pensamos que a maior parte dos atletas estão “limpos”. Mas quem duvida da prática do doping em larga escala na alta competição?

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