Doping persegue Gatlin e ofusca vitória dos 100 m no Mundial

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1968

Apanhado duas vezes no controlo antidoping, Gatlin foi vaiado pelo público sempre que correu em Londres

Os campeões são celebrados normalmente com aplausos, mas Justin Gatlin não é um medalhado qualquer. Muito mais do que ser o estraga-prazeres numa festa preparada para a despedida de Usain Bolt, o americano carrega o estigma de quem foi duas vezes apanhado no doping. Tem sido acompanhado com desconfiança por ter alcançado os melhores resultados da carreira numa idade em que a maioria de seus adversários está em decadência. Mesmo diante das vaias que o perseguiram no Estádio Olímpico de Londres, o veterano de 35 anos só perdeu o cavalheirismo ao desabafar com um sinal de silêncio ao vencer a final dos 100 m.

Gatlin não tinha ainda 20 anos quando testou positivo num exame antidoping pela primeira vez. Então, alegou que as anfetaminas apontadas pelo teste estavam presentes num remédio que usava desde a infância por ter deficit de atenção. A IAAF deu-lhe apenas uma advertência e o americano tornou-se a nova sensação das pistas. Foi campeão olímpico em 2004 e mundial em 2005. Até, no ano seguinte, ser mais uma vez apanhado num exame antidoping. Os amantes do atletismo não esquecem o seu passado, daí os muitos assobios que agora ouviu.

 

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