A Agência Antidoping do Quénia (ADAK) divulgou a lista mais recente de atletas suspensos provisoriamente. Entre eles, destaca-se um nome. Mercy Adongo Oketch, recordista nacional dos 400 m, está entre os atletas suspensos provisoriamente após testar positivo para duas substâncias proibidas trimetazidina e furosemida.
A trimetazidina, classificada como um modulador hormonal e metabólico, é prescrita principalmente para o tratamento de certas doenças cardíacas. Ela melhora a eficiência do coração na utilização de oxigénio. A furosemida, por sua vez, é um diurético que pode diluir a urina e potencialmente dificultar a deteção de outras substâncias proibidas. Ela é classificada como um agente mascarante.
Desde a criação da Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) em 2017, mais de 140 atletas quenianos foram suspensos por doping. O Quénia ocupa o segundo lugar no ranking mundial de casos de doping (atrás da Índia) e continua a ser um dos países considerados de maior risco para o doping. Muitos atletas quenianos de destaque que são apanhados no doping, acabam por ser descobertos por agências externas, como a Agência Mundial Antidoping (WADA).
Com o Campeonato Mundial de 2029 marcado para Nairóbi, a ADAK planeia intensificar drasticamente os testes, incluindo mais financiamento, reformas e mais testes no exterior e fora de competição. As promessas iniciais da ADAK foram alvo de criticas mas a suspensão de Oketch pode indicar que as mudanças estão a surtir efeito.
