recorde pessoal que era de 2h03m46s. O etíope distanciou-se de um grupo compacto após os 30 km para conquistar a sua segunda vitória em Berlim, à frente do compatriota Gemechu Dida Diriba e do tanzaniano Gabriel Gerald Geay.
Aos 10 km, dez atletas estavam separados por apenas dois segundos. Geay e Erick Sang lideravam com o tempo de 28m58s, seguidos de perto por Adola, Diriba, Selemon Barega e demais competidores. O grupo permaneceu junto até meio da prova, onde seis atletas, incluindo os principais rivais de Adola, registaram o tempo de 1h01m01s.
Aos 30 km, ainda havia sete atletas na frente. Adola, Barega e Diriba cruzaram a marca em 1h26m57s, com Asefa Boki, Andamlak Belihu, Sang e Geay a não mais de quatro segundos de distância. A mudança decisiva ocorreu nos 5 km seguintes: Adola passou aos 35 km em 1h41m18s, distanciado nove segundos de Diriba e 13 de Barega.
Adola manteve a vantagem até à meta, com Gemechu Diriba a terminar a 29 s e Gabriel Geay a completar o pódio a1m09s.
O japonês Yuhei Urano foi o primeiro não africano ao ser nono em 2h06m09s. O alemão Haftom Welday foi o primeiro europeu ao cortar a meta no 16º lugar em 2h08m25s.
Tigst Assefa falha recorde mundial
Em femininos, Tigst Asefa liderou com uma vantagem considerável sobre o recorde mundial até à marca dos 40 km. Mas nos 2 últimos quilómetros, a etíope foi vítima de uma forte dor na perna esquerda e terminou em visíveis dificuldades. Ela ainda conseguiu cortar a meta em 2h11m04s, o terceiro melhor tempo da história. O recorde mundial continua assim na posse da queniana Ruth Chepngetich com 2h09m56s, marca obtida em 2024 na Maratona de Chicago.
Tigst Asefa passou à meia maratona em 1h04m57s e acelerou a partir dos 25 km. O aplicativo oficial da maratona alemã indicava que a medalhada de prata olímpica de 2024 estava com um tempo previsto de 2h09m30s, quase 30 segundos mais rápido do que o recorde mundial.
Mas a partir da marca dos 40 km, a sua passada, antes leve, tornou-se irregular e ela começou a coxear. Então, uma careta de dor revelou que havia um problema.
Os 2 últimos km foram muito difíceis. Uma chegada a um ritmo de 3m40s por quilómetro, bem acima da sua velocidade de cruzeiro de 3m02s a 3m05s até então, mas ainda assim permitindo que ela alcançasse o terceiro melhor tempo da história e um recorde pessoal com mais de 50 segundos de vantagem, provando que algo extraordinário esteve ao seu alcance.
Depois dela, chegaram mais quatro etíopes Bedatu Hirpa foi segunda em 2h16m53s e Dera Dida fechou o pódio em 2h16m55s.
A chinesa DeshunZhang foi a primeira não africana ao cortar a meta no 12º lugar em 2h23m37s e alemã Anna Langerwisch foi a primeira europeia no 16º lugar em 2h27m31s.
A prova teve 56 mil inscritos que partiram em seis grupos, desde as 8h45m (locais) até às 10h27m.
Os países mais representados foram:
1º Alemanha – 20.552
2º Estados Unidos – 7.537
3º Grã-Bretanha – 3.183
4º Brasil – 1.869
5º França – 1.512
Resultados
Masculinos
1º Guye Adola (Etiópia) 2.02.50
2º Gemechu Diriba (Etiópia) 2.03.19
3º Gabriel Geay (Tanzânia) 2.03.59
4º Getaneh Molla (Etiópia) 2.04.55
5º Selemon Barega (Etiópia) 2.04.58
6º Asefa Boki (Etiópia) 2.05.32
7º Andamlak Belihu (Etiópia) 2.05.55
8º Shura Kitata (Etiópia) 2.06.04
9º Yuhei Urano (Japão) 2.06.09
10º Tadu Abate (Etiópia) 2.07.16
Femininos
1ª Tigst Assefa (Etiópia) 2.11.04
2ª Bedatu Hirpa (Etiópia) 2.16.53
3ª Dera Dida (Etiópia) 2.16.55
4ª Bekelech Gudeta (Etiópia) 2.18.58
5ª Alemitu Tariku (Etiópia) 2.19.01
6ª Pascalina Jelagata (Quénia) 2.20.23
7ª Misgane Alemayehu (Etiópia) 2.20.27
8ª Ludwina Chepngetich (Quénia) 2.21.25
9ª Evaline Chirchir (Quénia) 2.21.32
10ª Aminet Ahmed (Etiópia) 2.21.45

