Exercício físico ajuda a poupar no orçamento

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Em altura de discussão do Orçamento Geral do Estado, como acontece agora entre nós, um dos temas mais frequentemente abordados, é o da necessidade de reforço das verbas para o sector da saúde, que apresenta sempre carências e reivindica mais meios técnicos e financeiros, especialmente no nosso caso, onde a população está cada vez mais envelhecida e os problemas com a saúde acabam por ser mais preocupantes.

Embora já seja recorrente a ideia, de que a prática do exercício físico pode ser inibidora do aparecimento de determinadas doenças, particularmente as do foro cardíaco, os estudos que são feitos neste domínio acabam por reforçar sempre essa tónica, apontando para os inconvenientes de uma vida sedentária e para a necessidade de efetuarmos alguma atividade física com frequência.

O último estudo que nos chegou ao conhecimento sobre este tema, teve lugar em Coral Gables, nos Estados Unidos, e demonstra que a prática regular de atividade física pode contribuir para a redução dos custos anuais com a saúde. Publicado no Journal of the American Heart Associationo estudo analisou uma amostra com mais de 26 mil adultos, com mais de 18 anos, que responderam a um inquérito. Mais da metade não sofriam doença cardiovascular e quase um terço dos entrevistados afirmaram que realizavam exercícios de maneira moderada a vigorosa toda a semana.

No estudo, os pacientes com doenças cardiovasculares que faziam exercícios regularmente, nos níveis recomendados, registaram custos com a saúde menores. A média de gasto a menos foi de 2.500 dólares (cerca de 2200 euros) em relação àqueles que não praticavam exercício.

A economia também foi significativa para outros participantes que apresentaram fatores de risco cardiovascular: pressão arterial alta, colesterol alto, obesidade, diabetes e tabaquismo. Aqueles que se exercitavam regularmente conseguiram economizar aproximadamente a 500 dólares por ano, em relação aos que não praticaram exercícios.

De acordo com a Associação Americana do Coração, é recomendável praticar pelo menos 30 minutos de atividade aeróbica de intensidade moderada, cinco dias na semana, ou então 25 minutos de atividade física vigorosa três dias na semana, ou uma combinação dos dois.

Como atividade física moderada considera-se a que provoca uma ligeira transpiração, respiração acelerada e aumento do ritmo cardíaco, que poderá ser caminhar rápido, dançar ou fazer uma limpeza profunda da casa. Como atividade vigorosa pode fazer-se praticando marcha mais acelerada, corrida ou natação.

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