Frankie Fredericks suspenso por possível violação ética por pagamento suspeito

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O ex-velocista da Namíbia e ex-membro do Conselho da IAAF, Frankie Fredericks foi temporariamente suspenso do atletismo devido a uma investigação sobre uma suposta violação ética.

Fredericks está sendo investigado pela Unidade de Integridade do Atletismo sobre pagamentos que recebeu de Papa Massata Diack, filho do ex-presidente da IAAF, Lamine Diack, no dia em que o Rio de Janeiro venceu a votação para receber os Jogos Olímpicos de 2016.

Fredericks, que é membro do Comité Olímpico Internacional, deixou o cargo de chefe da equipa de avaliação de candidaturas para receber os Jogos Olímpicos 2024 e também se retirou da equipa da IAAF que investiga alegações de doping na Rússia.

Em decisão por escrito, o presidente do Tribunal de Disciplina da IAAF, Michael Beloff, rejeitou a oferta de Fredericks de “usar o seu melhor julgamento” sobre se participará ou não de futuras reuniões do Conselho.

“A sua sugestão de que a sua participação nos negócios do Conselho do IAAF deve ser uma questão do seu próprio critério a cada reunião e assunto é, na visão da Unidade de Integridade, inadequada à luz da gravidade dos assuntos, do tema da investigação e da importância de garantir e ser visto para garantir os melhores padrões de probidade na administração do desporto”, disse Beloff.

O julgamento reportou haver um caso à primeira vista na “possibilidade de que o sr. Fredericks tenha recebido somas substanciais de dinheiro com a intenção e/ou efeito de afetar a sua votação na escolha de uma cidade sede para os Jogos Olímpicos.”

Foi afirmado que Fredericks rejeitou as alegações, dizendo que o pagamento de 300 mil dólares tinha sido feito à sua empresa em recompensa pela realização de trabalho legítimo.

A decisão afirmou que era preciso clareza quanto aos motivos do pagamento, mas acrescentou que a suspensão de Fredericks “não anula de modo algum o princípio da presunção de inocência”.

“Uma ordem para a suspensão provisória não é uma determinação precoce de culpa. Ao invés disso, é uma ordem que pode ser feita de forma preventiva para salvaguardar os interesses do desporto e apoiar a confiança pública no desporto e em sua integridade, enquanto aguarda a conclusão de qualquer investigação ética e procedimentos disciplinares”.

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